Um advogado foi preso na segunda fase da Operação Fragmentados deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação EspeciaI de Combate ao Crime Organizado) e Polícia Civil nesta terça-feira (22), para combater o tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio ilegal de arma de fogo, lavagem de dinheiro e falsa identidade. Na primeira fase, a Polícia e o Gaeco descobriram uma movimentação de R$ 800 mil em dois anos pelo grupo criminoso.
Os alvos da operação têm relação com Vagner da Silva Carvalho, que está preso respondendo pelos crimes, mas continua liderando o tráfico de drogas de dentro do sistema prisional.
“A investigação constatou que essa continuidade do tráfico de drogas do preso Vagner ocorreu por intermédio de um advogado de iniciais D.P.S., o qual foi contratado para acompanhar Vagner e ficar levando e trazendo orientações para a comercialização de entorpecentes, assim como para a ocultação de valores provenientes do tráfico de drogas”, informa o Gaeco em nota.
O Gaeco informou ainda que foi constatado ainda o crime de falsa identidade, em que advogados articularam a entrada no sistema prisional piauiense da namorada do preso Vagner da Silva Carvalho, passando-se falsamente por advogada.
Além do Gaeco e da Polícia Civil, a ação contou com o apoio operacional da Diretoria Especializada em Operações Policiais (DEOP), do BOPE da Polícia Militar e do Gaeco-MA, Gaeco-AM e do Instituto de Biometria Forense da PC-PI.
Primeira fase deflagrada em agosto
Na primeira fase da operação foi dado cumprimento a 12 mandados de prisão e 15 mandados de busca e apreensão. O nome da operação faz alusão ao fato de o alvo principal ter várias identidades falsas e se apresentar a outros investigados e à Justiça com nomes diferentes da sua verdadeira identidade.
De acordo com o Ministério Público, após a prisão de um investigado durante uma blitz em Teresina, por porte ilegal de arma de fogo, em março de 2024, foi descoberto um grupo de indivíduos que estavam associados na compra e venda de entorpecentes e armas de fogo.
Foi constatado que o entorpecente era enviado de Manaus para Teresina através de barco e ônibus e que, já em solo piauiense, a droga era distribuída para outros traficantes, principalmente na cidade de Teresina. A investigação constatou a movimentação de quase R$ 800.000,00, nos últimos dois anos, pelo investigado identificado apenas como Vagner da Silva.
A investigação apontou que Vagner da Silva é natural do Amazonas e veio para Teresina há cerca de 3 anos para realizar a movimentação no Piauí e Maranhão. Nesse período ele apresentou diversos nomes falsos.