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Geral Maranhão

SES capacita profissionais da rede de saúde para diagnóstico e monitoramento de ISTs

A oficina “Diretrizes nacionais de diagnóstico e monitoramento da infecção pelo HIV, hepatites virais, sífilis e outras ISTs” tem apoio do Ministér...

10/07/2025 18h33
Por: Márcio Rodrigues Fonte: Secom Maranhão
- Profissionais de 33 municípios maranhenses estão sendo capacitados (Foto: Divulgação)
- Profissionais de 33 municípios maranhenses estão sendo capacitados (Foto: Divulgação)

O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), iniciou nesta quinta-feira (10), em São Luís, a oficina “Diretrizes nacionais de diagnóstico e monitoramento da infecção pelo HIV, hepatites virais, sífilis e outras ISTs”. A formação conta com o apoio do Ministério da Saúde e reúne profissionais da Atenção Primária em Saúde (APS) e da rede especializada, acontece até sexta-feira (11), no auditório da Faculdade Pitágoras, em São Luís.

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Profissionais de 33 municípios maranhenses estão sendo capacitados. Esses municípios foram considerados prioritários em função dos altos índices que apresentam. Entre eles: Açailândia, Bacabal, Balsas, Caxias, Codó, Imperatriz, Buriticupu, Colinas, Barra do Corda, Barreirinhas, Coelho Neto e Alto Alegre do Maranhão. Os profissionais atuarão como multiplicadores em suas regiões, fortalecendo a rede local de diagnóstico.

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Segundo a coordenadora do Departamento de ISTs/AIDS e Hepatites Virais da SES, Jocélia Frazão, a ação fortalece a rede municipal de saúde. “A proposta do Estado é apoiar os municípios com capacitações, visitas técnicas e orientação direta. Trabalhamos com visão ampliada, monitoramos as regionais e auxiliamos desde a gestão de insumos até o alinhamento técnico”, afirmou Jocélia.

De acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), o estado registrou, em 2024, 2.610 casos de HIV, 326 de hepatite B, 175 de hepatite C, 3.511 de sífilis adquirida, 1.987 casos de sífilis em gestantes e 709 de sífilis congênita. Até julho de 2025, foram notificados 1.017 casos de HIV, 109 de hepatite B, 53 de hepatite C, 1.820 de sífilis adquirida, 1.097 em gestantes e 352 congênita.

Para o Ministério da Saúde, a oficina é um desdobramento da Oficina Nacional realizada em 2024, em Brasília. “O Maranhão aderiu à proposta e está entre os estados que mais avançam na qualificação para diagnóstico laboratorial. A meta é contribuir para a eliminação da hepatite C e da Aids até 2030”, destacou Alison Bigollin, líder da equipe de diagnóstico do Departamento de HIV, hepatites virais, tuberculose e outras ISTs do Ministério da Saúde.

A programação inclui as palestras “Diagnóstico das hepatites virais”, “Diagnóstico da infecção pelo HIV”, “Diagnóstico da Sífilis e outras ISTs”, “Guia prático para execução dos testes rápidos” e “Orientação para capacitação prática”.

A oficina também destaca a importância do uso de novas tecnologias, como o autoteste para HIV — que pode ser utilizado em casa com acompanhamento profissional — e testes integrados, que identificam HIV e sífilis em uma única coleta, otimizando recursos e agilidade no diagnóstico.

Coordenadora do Programa de ISTs de Imperatriz, Kielma Costa, destacou que a qualificação dos profissionais tem reflexo direto na assistência. “Capacitamos mais de 70 enfermeiros da atenção básica e iniciamos formações em municípios vizinhos. Hoje, todas as 42 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Imperatriz estão aptas a oferecer diagnóstico com qualidade. Isso descentraliza o serviço, amplia o acesso e permite identificar e tratar precocemente infecções como o HIV. Quanto mais testamos, mais chances temos de iniciar o tratamento no tempo certo e interromper a transmissão”, frisou Kielma.

Investimento

Em 2025, a gestão tem investido em ações estruturantes na resposta às ISTs. Já foram realizados encontros como a construção das diretrizes estaduais de eliminação da AIDS até 2030 e, para os próximos meses, estão previstas agendas como a visita técnica do Ministério da Saúde ao município de Imperatriz, que se prepara para a certificação de eliminação da transmissão vertical do HIV.

A Secretaria de Estado da Saúde também apoia articulações com a sociedade civil e lideranças nacionais, a exemplo do Encontro Nacional de Trabalhadoras e Trabalhadores do Sexo, fortalecendo o diálogo com populações vulneráveis e ampliando o alcance da política pública.

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