
Em uma medida que está gerando grande repercussão entre os fiéis e líderes religiosos, a Prefeitura de Teresina, por meio da Procuradoria Geral do Município, deu entrada em uma ação judicial que resultou em mandado de intimação e cumprimento de sentença contra um templo da Igreja Assembleia de Deus, localizado no bairro Uruguai, zona leste da capital.

A decisão, emitida pela 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública, determina a interdição judicial do estabelecimento religioso, alegando irregularidades com base no artigo 181 do Código de Posturas do Município de Teresina (Lei Complementar nº 3.610/07). Além da interdição, a sentença fixa ao templo o pagamento de R$ 2.000,00 (dois mil reais) em custas e honorários advocatícios.
A medida causou espanto entre os fiéis da igreja, que veem na ação uma tentativa direta de silenciar e impedir o livre exercício da fé cristã. O fato acontece sob a gestão do prefeito Silvio Mendes, que agora é apontado por lideranças religiosas como o responsável por tentar "fechar as portas da igreja", numa atitude considerada por muitos como desproporcional e agressiva contra a liberdade religiosa.
Pastores e membros da comunidade evangélica têm se mobilizado nas redes sociais e em grupos religiosos, levantando o questionamento: "Por que a Prefeitura não busca regularizar, em vez de punir?" Muitos apontam que a medida poderia ter sido resolvida de forma administrativa, com diálogo e apoio técnico, ao invés de judicializar e condenar uma instituição que tem papel essencial na assistência social, espiritual e moral da população.
Além do impacto espiritual, líderes ressaltam o papel da igreja em projetos sociais, atendimento a famílias carentes, ações educativas e prevenção à criminalidade.
O caso gerou indignação não apenas entre membros da Assembleia de Deus, mas também entre outras denominações religiosas que veem no precedente uma ameaça ao funcionamento de templos evangélicos em Teresina. Muitos já estão se organizando para realizar vigílias e manifestações pacíficas em defesa da liberdade de culto e do respeito à missão das igrejas.
FONTE: evanews
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