
Já é tradição: o OitoMeia divulga uma lista atualizada de quem são as pessoas consideradas “mais ricas” do Piauí.
Tudo começou ainda em 2017, com uma matéria baseada no que faz, mundialmente, a revista Forbes, considerando patrimônio bruto, ativos e contabilização de dívidas.
E, claro, a famosa “especulação de mercado”, já que há, em alguns casos, imóveis, bens e outros luxos repassados para nomes de outras pessoas. Em muitos casos, até mesmo para gente da própria família.
Além destes critérios, que são usados em todos os rankings feitos também pela Forbes, a lista dos “mais ricos do Piauí” sempre exclui os políticos. Até porque quase sempre o patrimônio que a maioria deles declara à Justiça Eleitoral não condiz com a realidade.
Confira agora o ranking. As explicações estarão nos parágrafos seguintes:
1- Cornélio Sanders (Fazenda Progresso): R$2,5 Bilhões;
2-Irmãos Jorge e Jairon (Grupo Jorge Batista): R$1,8 bilhão, cada;
3-João Júnior Claudino (Grupo Claudino): R$ 1,5 bilhão;
4-Fernandinho OIG (Grupo OIG): R$ 1,2 bilhão;
5-João Vicente, Cláudia, João Marcelo e Alayde (Demais irmãos do Grupo Claudino): R$ 1 bilhão, cada;
6-Júnior da Luauto (Grupo Luauto Car): R$ 1 bilhão;
7-João Costa (Construtora Jurema): R$ 900 milhões;
8-Araujinho (Incorporadora Soma e outras empresas): R$ 800 milhões;
9-Carneiro Neto (mercado financeiro): R$ 650 milhões;
10-Felipinho (dono da Construtora Poty): R$ 500 milhões.
Agora vamos a algumas explicações: não é de hoje que o agro piauiense vem se destacando. O Piauí é um dos maiores produtores de soja do Brasil, já sendo o principal do Nordeste. Seu Cornélio não é piauiense, é verdade, mas adotou o estado como a sua terra e de toda a sua família, tendo investido já há mais de 30 anos na região Sul do estado. Hoje o Grupo Progresso -Fazenda Progresso- é uma das maiores produtoras de soja, milho e algodão do Brasil. Das oito fazendas do grupo, sete estão no Piauí, sendo duas em Sebastião Leal, onde fica a imensa sede (com direito a aeroporto próprio e condomínio de casas para os trabalhadores), três em Uruçuí, uma em Guadalupe e outra em Baixa Grande do Ribeiro
O segundo lugar é fácil de se explicar: já viu que quase toda esquina existe uma Drogaria Globo? Pois é. Pertencem aos irmãos Jairon e Jorge, que herdaram do pai, Seu Jorge Batista, que morreu aos 94 anos em dezembro do ano passado, um patrimônio com atuação não apenas no Piauí, mas em quase todos os estados do Norte e Nordeste do Brasil. Vale lembrar: o “segredo” da família Batista, que é de Floriano, é a distribuidora de medicamentos, que atende não apenas as Drogarias Globo, mas diversas outras farmácias em todo o País.
Outro que herdou não apenas o patrimônio, mas a maneira de atuar como grande empresário: João Júnior Claudino. Seu pai, Seu João -falecido em abril de 2020, aos 89 anos-, foi quem encabeçou esta lista em sua primeira divulgação. Com o passar do tempo, João Júnior, como é mais conhecido, conseguiu expandir e ampliar o patrimônio da família. Como dividia a herança deixada pelo pai com os demais irmãos, assumiu as rédeas de todas as empresas até chegar ao ponto de ser ele o grande nome dos Claudino. Dividiu, tintim por tintim, até que todos se entenderam, incluindo o filho maranhense que reivindicava parte desta herança. O caso entrou para segrego de Justiça, até que o rapaz –hoje não tão rapaz assim- recebeu o seu quinhão (uma quantia significativa, mas que não lhe coloca neste ranking).
A grande surpresa talvez seja o nome do jovem empresário Fernando Oliveira Lima, o Fernandinho OIG, dono da One Internet Group (daí o apelido OIG). Chegou a ser associado ao polêmico “Jogo do Tigrinho”, sendo convocado para a CPI das Bets, em novembro de 2024. Ele não é dono deste jogo, mas teve seu nome ligado por ser dono do conglomerado que engloba poderosas empresas administradoras de casas de apostas, bets e plataformas com diversos jogos de cassino espalhados pelas redes sociais. Não à toa, possui diversos carros importados, tem jatinho particular e é dono de mansões e coberturas em Teresina, Fortaleza e São Paulo.
Nomes como Júnior da Luato e Carneiro Neto seguem figurando na lista dos mais ricos do Piauí por motivos óbvios. Além de atuarem com suas empresas, tendo seus CNPJ com a venda de veículos e imóveis, são dois nomes conhecidos em Teresina por atuarem, digamos, no mercando financeiro através de negociações milionárias. São transações que envolvem políticos e empresas de grande porte. Por fim, destacar o nome de três empreiteiros que conseguiram alavancar bastante seus patrimônios nos últimos anos: João Costa, da Construtora Jurema, só aumentou seus negócios, especialmente com o poder público, ganhando licitações que até lhe renderam uma certa repercussão nacional. Principalmente por ser irmão do senador Marcelo Castro. Francisco da Costa Araújo, o Araujinho, da Incorporadora Soma, passou a atuar com sua empresa por quase todo o Piauí, incluindo o mercado imobiliário no litoral do Piauí, sendo dono, além de um shopping e outros empreendimentos em Picos, sua terra natal, de alguns dos resorts no paradisíaco vilarejo de Barra Grande. Além, é claro, de ser sogro do governador do estado, Rafael Fonteles. Já Felipe de Santana Machado, o Felipinho, amigo pessoal do governador, é novo nesta lista, mas não nos negócios. A sua empresa passou a atuar no Governo do Estado do Piauí desde 2017 e se tornou campeã de licitações e de faturamento. Desde então, faz parte de quase toda licitação e obras públicas do estado. Nos bastidores, há quem o chame de “Ronaldinho”, por ser um craque quando o assunto é especulação financeira.
FONTE: Oito e Meia
