
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o duplo homicídio registrado na noite desta terça-feira (19) dentro de uma barbearia no bairro Água Mineral, zona Norte de Teresina. As vítimas foram o barbeiro Jackson Douglas Rodrigues de Souza e o cliente que estava sendo atendido no momento João Paulo de Jesus Sousa.
De acordo com o delegado Genival Vilela, o barbeiro Jackson Douglas Rodrigues de Souza, proprietário do estabelecimento, seria o principal alvo dos criminosos. Ele teria sido alertado anteriormente para não atender pessoas consideradas “sujas”, termo usado para se referir a membros de uma facção rival.
“Alguém teria alertado o barbeiro para ele não cortar o cabelo dos chamados ‘sujos’, se referindo mais ou menos como se fosse de uma facção rival. Isso ainda será apurado. Inclusive, ele teria argumentado na época que não poderia escolher clientes, que atenderia qualquer pessoa que procurasse o serviço”, explicou o delegado.
Ainda segundo Genival Vilela, Jackson tinha passagens pela polícia por outros crimes e já havia sido ouvido como testemunha em investigações de homicídio. A polícia apura se ele possuía ou não ligação com organizações criminosas.

“O Jackson já era conhecido porque foi ouvido em duas ocasiões como testemunha em homicídios. No entanto, até o momento não temos informações concretas de que ele fosse integrante de alguma facção”, acrescentou o delegado.
“As circunstâncias indicam que João Paulo era apenas um cliente e acabou sendo morto por estar no local errado, na hora errada”, destacou o delegado.
Até o momento, nenhum suspeito foi preso. A investigação segue em andamento e, segundo a Polícia Civil, a principal linha é de que o crime esteja relacionado a disputa entre facções criminosas.
“A investigação ainda está no início e nenhuma hipótese é descartada. Há informações iniciais de que possa se tratar de rivalidade entre facções, mas só o andamento das apurações poderá confirmar ou descartar essa versão”, finalizou Genival Vilela.
A segunda vítima, identificada como João Paulo Sousa, cliente que estava no local, não tinha antecedentes criminais. Ele foi morto com um disparo na cabeça.
FONTE: Cidade Verde
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