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Assembleia de Deus pode desperdiçar oportunidade histórica de eleger deputado federal por falta de unidade

Com presença nos 224 municípios piauienses e mais de 160 mil membros, denominação vive dilema entre múltiplas candidaturas e a necessidade de articulação política para fortalecer a representação evangélica no Congresso Nacional

01/06/2026 às 22h06 Atualizada em 01/06/2026 às 22h31
Por: Redação Fonte: Santana News
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Foto / Reprodução
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Quando Falta Estratégia, a Divisão Abre Caminho para a Derrota

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Existe um princípio amplamente reconhecido tanto na política quanto na administração institucional: quando não há estratégia, a divisão se torna inevitável e a derrota passa a ser uma consequência provável. Esse cenário parece refletir o momento vivido pela Assembleia de Deus Ministério de Missões, vinculada à CGADB e à CEADEPI, no Estado do Piauí.

Presente nos 224 municípios piauienses e reunindo mais de 160 mil membros, a denominação possui uma das maiores estruturas religiosas do estado. Quando se considera o alcance de familiares, congregados, simpatizantes e ações sociais desenvolvidas pela igreja, lideranças estimam que sua influência alcance mais de 300 mil pessoas.

Diante dessa realidade, surge uma oportunidade considerada histórica: a possibilidade de eleger um representante evangélico ligado à Assembleia de Deus para a Câmara Federal. Entretanto, o que poderia representar um momento de fortalecimento institucional corre o risco de transformar-se em um episódio de fragmentação política.

Atualmente, diferentes nomes ligados à igreja são apontados como possíveis candidatos à Câmara dos Deputados. Entre eles estão o vereador de Teresina Geraldinho, o sargento da Polícia Militar Etiniel e o vereador Zé Luiz, da cidade de Picos, que acumula cinco mandatos consecutivos no Legislativo municipal.

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Nos bastidores políticos e eclesiásticos, cresce a preocupação de que a pulverização das candidaturas resulte na dispersão dos votos, comprometendo o potencial eleitoral da comunidade evangélica. Para muitos observadores, a falta de uma articulação unificada pode impedir que a igreja alcance um objetivo que parece cada vez mais viável dentro da atual conjuntura política.

Entre os nomes mencionados para a disputa, o vereador Zé Luiz vem sendo apontado por lideranças e analistas políticos como um dos pré-candidatos com maior capacidade de construção eleitoral. Além da experiência adquirida ao longo de cinco mandatos como vereador em Picos, ele conta com importantes apoios políticos e religiosos.

Entre os apoiadores estão o deputado estadual e ex-secretário de Segurança Pública do Piauí, coronel Carlos Augusto, o ex-deputado estadual Irmão Elias, além de diversos pastores presidentes da própria Assembleia de Deus Ministério de Missões.

O vereador também tem recebido apoio de lideranças de outros ministérios evangélicos, entre elas o pastor Carlos da Silva Nogueira, presidente da Convenção das Assembleias de Deus Ministério de Madureira no Piauí; o pastor Marco Sérgio, da Igreja Filadélfia, em Teresina; lideranças da Aliança de Pastores; representantes da Igreja do Evangelho Quadrangular; além de outros líderes religiosos que defendem a necessidade de maior representatividade cristã na Câmara Federal.

Apesar disso, a ausência de um posicionamento mais firme e de uma articulação ampla em torno de um projeto comum ainda é apontada como um dos principais desafios para a denominação. A responsabilidade de conduzir esse processo recai diretamente sobre a liderança da convenção estadual, presidida pelo pastor Besaliel, que também exerce a presidência da Assembleia de Deus em Picos.

Na avaliação de diversos observadores, a atual conjuntura talvez represente uma das melhores oportunidades já vividas pela Assembleia de Deus no Piauí para conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Contudo, se prevalecer a divisão, o resultado poderá ser exatamente o oposto do esperado.

O risco é que, ao final do processo eleitoral, nenhum dos candidatos ligados à igreja consiga alcançar a votação necessária para a eleição, deixando escapar uma oportunidade construída ao longo de décadas de crescimento e expansão da denominação em todo o estado.

Mais do que uma disputa entre nomes, o momento exige reflexão sobre propósito, unidade e visão estratégica. Afinal, quando interesses individuais prevalecem sobre um projeto coletivo, a pergunta permanece:

Até quando os interesses pessoais continuarão se sobrepondo ao interesse coletivo da igreja e de sua representação política?

fonte: eva news

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