Justiça Foragido
Caso Valdenice Celestino: 16 meses depois, acusado de matar irmã continua foragido
A investigação não descartou, ainda, a possível participação de Narciso como incentivador do crime
02/07/2026 07h10
Por: Redação Fonte: Santana News
Adelaido Gomes e Valdenice Gomes - Foto: Reprodução

Passados um ano e quatro meses desde o assassinato da advogada Valdenice Gomes Celestino Soares, uma pergunta continua sem resposta: onde está Adelaido Gomes Celestino?

Apontado pela Polícia Civil do Piauí como o principal autor da execução da própria irmã, Adelaido simplesmente sumiu e, até hoje, as forças de Segurança Pública do Piauí não conseguiram localizar nem o seu rastro.

O crime aconteceu em Paulistana e chocou o estado pela frieza e pela motivação. Segundo as investigações, Valdenice foi vítima de uma emboscada enquanto retornava de uma propriedade rural da família, onde havia ido consertar uma cerca constantemente danificada em meio à disputa por terras herdadas. Ela estava acompanhada de uma irmã e do neto quando foi surpreendida pelos disparos efetuados pelo próprio irmão, Adelaido Gomes Celestino.

A perícia constatou que a advogada foi atingida diversas vezes, principalmente no pescoço, sem qualquer possibilidade de defesa.

Investigações ainda revelaram um histórico de ameaças.

Mensagens e áudios entregues à Polícia Civil apontam que irmãos da vítima, que era advogada, não aceitavam sua atuação como inventariante do patrimônio da família. Em uma das mensagens atribuídas a Narciso Gomes Celestino, a ameaça era direta: o conflito "não seria resolvido na Justiça, mas na bala".

Mesmo diante desse conjunto robusto de elementos, o principal investigado conseguiu escapar.

Valdenice Gomes Celestino Soares - Foto: Reprodução/Facebook

O próprio inquérito aponta que Gabriel Celestino, filho de Adelaido, portanto, sobrinho da vítima, ajudou o pai na fuga logo após o homicídio. Há relatos de testemunhas, análises técnicas, registros de conexão de internet e outros elementos que sustentam essa suspeita. A investigação não descartou, ainda, a possível participação de Narciso como incentivador do crime e até na logística envolvendo a arma utilizada na execução.

Rapidinhas

Nada de palma com palma

16 meses depois, Adelaido continua longe das algemas e a Polícia Civil já admitiu, inclusive, que ele pode estar escondido até mesmo fora do Brasil. Se essa hipótese for verdadeira, ela apenas reforça uma pergunta inevitável: como um homem acusado de um crime de tamanha repercussão conseguiu desaparecer sem deixar rastros?

Localizar um foragido nem sempre é uma tarefa simples, mas também é legítimo cobrar resultados quando se passa mais de um ano sem qualquer resposta concreta para a família da vítima.

Sentimento de impunidade

Enquanto o acusado permanece foragido, a sensação transmitida é de impunidade. Cada dia sem prisão representa mais um capítulo de um processo que parece interminável para quem perdeu uma mãe, uma filha e uma advogada reconhecida na região de Paulistana.

fonte: gp1