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Alta de custos exige estratégia nas viagens corporativas

Pesquisa da GBTA aponta queda do otimismo do setor em 2026 diante do aumento dos custos. Thiago Marteletto, diretor da Live Viagens, comenta os des...

Por: Redação Fonte: Agência Dino
20/07/2026 às 18h55
Alta de custos exige estratégia nas viagens corporativas
Imagem do Magnific/senivpetro

Os gastos globais com viagens corporativas devem crescer 8,1% em 2026 na comparação com o ano anterior, segundo o Business Travel Index da Global Business Travel Association (GBTA). O levantamento estima que as despesas do setor, que somaram US$ 1,57 trilhão em 2025, ultrapassem US$ 2 trilhões até 2029, movimento impulsionado também pela elevação dos custos com passagens aéreas, hospedagem e transporte terrestre.

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Ao mesmo tempo, a pesquisa divulgada em abril de 2026 pela mesma entidade mostra que a confiança do mercado recuou: o percentual de profissionais otimistas com o desempenho do setor caiu de 59% em janeiro para 41% ao fim do primeiro trimestre, e o aumento dos custos, juntamente com a instabilidade geopolítica global, aparece como os principais fatores por trás da manutenção do gasto total, mesmo com possível retração no volume de viagens. Diante desse cenário, empresas passam a planejar os deslocamentos com maior rigor orçamentário e a buscar mais visibilidade sobre as despesas.

Para Thiago Marteletto, diretor da Live Viagens, agência especializada em gestão de viagens corporativas, parte do problema começa na forma como o tema é tratado internamente. "Um dos principais erros é tratar a viagem corporativa apenas como uma despesa operacional, sem uma gestão estruturada das informações. Muitas empresas não centralizam as reservas, não acompanham indicadores e acabam tomando decisões sem uma visão completa dos custos", afirma.

Segundo ele, essa postura dificulta a identificação de desperdícios, reduz o poder de negociação com fornecedores e impacta diretamente o orçamento, a produtividade e a eficiência da operação.

Custos invisíveis desafiam o controle financeiro

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Além dos custos diretos, como passagens e hospedagem, o executivo aponta a existência de gastos que costumam escapar dos relatórios tradicionais. "Existem despesas que muitas vezes passam despercebidas, como alterações de reservas, compras de última hora, deslocamentos internos, reembolsos, diárias extras, cancelamentos e até o tempo improdutivo causado por um planejamento inadequado", detalha.

Quando esses valores não são analisados de forma consolidada, observa Marteletto, a empresa perde oportunidades de economia e tem dificuldade para entender o custo real de cada viagem.

A fragmentação das informações também compromete o planejamento financeiro. De acordo com o diretor, sem uma visão consolidada, a organização enxerga apenas despesas isoladas, sem dimensionar o impacto total das viagens no orçamento.

"Isso dificulta o planejamento orçamentário, a comparação entre fornecedores, a definição de políticas mais eficientes e a identificação de padrões de consumo. Com informações fragmentadas, as decisões acabam sendo mais reativas do que estratégicas", avalia.

Indicadores e dados orientam decisões

A centralização das informações, segundo Marteletto, permite acompanhar métricas como antecedência das reservas, custo médio por viagem, despesas por centro de custo, frequência de deslocamentos e aderência às políticas internas. "Esses dados permitem identificar oportunidades de otimização, negociar melhor com fornecedores e tomar decisões baseadas em informações concretas e não apenas em percepções", sustenta.

O uso de relatórios gerenciais e de ferramentas de inteligência amplia esse movimento. "Relatórios gerenciais e ferramentas de inteligência ajudam a identificar tendências, acompanhar indicadores de desempenho, prever gastos e avaliar oportunidades de melhoria contínua", diz o diretor da Live Viagens.

Segundo ele, essa análise aumenta a previsibilidade financeira, reduz desperdícios e contribui para uma gestão mais estratégica das viagens corporativas, fator relevante em um contexto no qual projeções da CWT e da GBTA indicam continuidade da alta de preços em 2026.

Para as organizações que ainda não estruturaram esse controle, o caminho começa pelo diagnóstico. "O primeiro passo é mapear como as viagens são realizadas atualmente e reunir todas as informações em um único fluxo de gestão", orienta.

Na sequência, Thiago Marteletto recomenda definir políticas claras, acompanhar indicadores, estabelecer processos de aprovação e contar com parceiros especializados no apoio à organização das informações e à análise dos resultados. Dessa forma, em um cenário de custos crescentes e confiança em queda, as viagens deixam de ser apenas um processo operacional e passam a integrar o planejamento financeiro e estratégico das organizações.

Para mais informações, basta acessar: https://www.liveviagens.com.br/

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