Sábado, 12 de Setembro de 2026
20°C 39°C
Santana do Piauí, PI
Publicidade

73% das empresas ainda não estão preparadas para crises

Estudo da Knewin, empresa de inteligência de dados e gestão de reputação, mostra que apenas 18,4% das organizações brasileiras se consideram altamente preparadas para crises de imagem.

Por: Redação Fonte: Agência Dino
24/08/2026 às 21h55
73% das empresas ainda não estão preparadas para crises
Gerado por IA /Knewin

Apenas 18,4% das empresas brasileiras se consideram altamente preparadas para lidar com crises de reputação, com planos detalhados e simulações periódicas. É o que aponta a segunda edição do estudo Panorama da Gestão de Reputação Empresarial no Brasil, realizado pela Knewin, empresa especialista em soluções para gestão de reputação, segundo o qual 73,5% das organizações permanecem em estágios básico a intermediário de preparação. O recorte indica que a maioria do mercado ainda responde a crises de imagem sem uma estrutura consolidada de prevenção.

Continua após a publicidade

A distribuição dos níveis de maturidade ajuda a dimensionar o quadro. Entre as companhias consultadas, 29,6% afirmam ter apenas planos básicos em vigor, 20,4% dizem estar desenvolvendo estratégias e 23,5% admitem não contar com planos formais. Outros 8,1% reconhecem não estar preparados para enfrentar crises reputacionais, parcela que dobrou em relação à edição anterior da pesquisa, quando somava 4%.

O avanço, contudo, também aparece nos dados. Existe uma parcela de empresas que estão altamente preparadas. O número passa de 12% para 18,4% no período de um ano, movimento que sinaliza amadurecimento gradual da gestão de riscos de imagem. Práticas mais sofisticadas, como simulações regulares, monitoramento preventivo e estruturas formais de crise, seguem pouco disseminadas, o que mantém boa parte do mercado em posição reativa.

Da resposta reativa à prevenção estruturada

A leitura do levantamento sugere que existe uma confusão frequente entre ter um plano de resposta e operar uma estrutura preventiva. O primeiro costuma ser acionado quando a crise já está instalada; a segunda antecipa riscos por meio de vigilância contínua do ambiente, mapeamento de públicos e ensaios de cenários. O estudo mostra ainda que 25,5% das organizações sequer realizam avaliações formais de reputação de forma periódica, o que fragiliza a capacidade de detectar sinais de alerta antes que se convertam em problema público.

Continua após a publicidade

Para Lucas dos Santos, CEO da Knewin, o dado expõõe um ponto sensível da gestão corporativa. "A maioria das empresas ainda trata a crise como um evento a ser apagado, e não como um risco a ser antecipado. Quando o acionamento acontece com o incêndio já grande, a margem de manobra é pequena e o custo reputacional é alto", afirma o executivo.

O CEO acrescenta que a prevenção depende de método e de informação organizada. "Um plano de resposta guardado na gaveta não protege a marca. O que protege é uma estrutura viva, com monitoramento constante, simulações, governança definida e leitura de cenários. É isso que permite decidir com base em evidências, e não sob pressão", pontua.

O caminho preventivo

A própria pesquisa indica para onde o mercado caminha. Entre as tendências apontadas pelas empresas, o fortalecimento de estratégias de prevenção de crises e mitigação de riscos aparece com 23,5%, enquanto o uso crescente de inteligência artificial e big data na análise de reputação lidera as prioridades, com 50%. A combinação sugere que a antecipação de riscos passa cada vez mais pela capacidade de tratar dados em escala e converter monitoramento em decisão. Clientes e colaboradores, apontados como os públicos de maior impacto reputacional, tornam essa vigilância ainda mais necessária.

O contraste entre discurso e prática, entretanto, permanece. Embora a reputação seja reconhecida como ativo estratégico pela alta liderança, a preparação para crises ainda se concentra em planos básicos, distantes de rotinas de simulação e de governança formal. O estudo ouviu 166 profissionais entre outubro e dezembro de 2025, sendo 98 de marcas e empresas e 68 de agências de comunicação, todos com atuação direta em gestão de reputação.

O panorama descrito indica um mercado em transição, consciente da importância de se antecipar a crises, porém ainda dependente de estruturas reativas. Enquanto a maior parte das organizações permanece em estágios iniciais de preparação, cresce a percepção de que monitoramento, simulações, governança e leitura de cenários são condições para transformar reputação em resiliência.

Para mais informações, basta acessar: https://www.knewin.com/

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Divulgação BeeFood
Tecnologia Há 2 semanas

BeeFood leva soluções de gestão ao Sergipe Food Delivery

Durante a segunda edição do evento, realizada em Aracaju, a foodtech apresentou recursos para centralizar pedidos vindos de diferentes canais e aplicar inteligência artificial ao acompanhamento de avaliações. A empresa também detalhou os próximos ...

Imagem do Magnific
Tecnologia Há 2 semanas

Fim da escala 6x1 impulsiona uso de IA nas vendas

Enquanto o Congresso analisa a redução da jornada de trabalho, a Skill-Hub avalia como agentes de inteligência artificial ampliam a capacidade comercial das empresas ao operar fora do expediente, período em que parte relevante das decisões de comp...

Fonte: Idealtrack
Tecnologia Há 2 semanas

Grupo de R$ 400 mi aposta em plataforma de IA

Um dos maiores ecossistemas empresariais do país, com faturamento anual superior a R$ 400 milhões, entra na nova fronteira do marketing digital com o lançamento da IdealTrack, plataforma pioneira de AI Visibility e GEO desenvolvida para monitorar ...

Foto: TOTVS (CONARH 2026)
Tecnologia Há 2 semanas

TOTVS lança Superapp Meu RH e copiloto de IA para o setor

Novidades apresentadas no CONARH 2026 unificam a jornada do colaborador em um ecossistema único e introduzem o copiloto de IA capaz de executar tarefas complexas em formato conversacional

Tecnologia Há 2 semanas

BMW i Ventures, Bosch Ventures, Hitachi Ventures e Yamaha Motor Ventures Lideram Investimento Estratégico na Nauta, o cérebro operacional que impulsiona agentes de IA autônomos do comércio global

Uma nova rodada de financiamento estratégico dos braços de investimento de risco de líderes industriais globais. além da participação de investidores existentes, valida a abordagem da Nauta que prioriza os dados para soluções de IA na cadeia de su...

Santana do Piauí, PI
32°
Parcialmente nublado
Mín. 20° Máx. 39°
30° Sensação
0.74 km/h Vento
23% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
05h41 Nascer do sol
17h43 Pôr do sol
Domingo
40° 22°
Segunda
41° 21°
Terça
41° 21°
Quarta
42° 21°
Quinta
41° 22°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,13 +0,10%
Euro
R$ 5,94 +0,04%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 419,624,56 -0,18%
Ibovespa
187,206,89 pts -0.56%
Publicidade
Publicidade
Anúncio
Enquete
...
...
Publicidade