Relatórios da Polícia Federal citados pela CNN Brasil detalham viagens e despesas atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro em benefício do senador piauiense Ciro Nogueira (PP), no contexto das investigações sobre o Banco Master. Segundo as informações apresentadas na reportagem, os documentos apontam gastos com hospedagens de luxo, restaurantes, equipamentos e serviços durante viagens aos Estados Unidos e à Europa, além do uso de aeronaves privadas.
Uma das viagens mencionadas ocorreu em maio de 2024, para Nova York, nos Estados Unidos. De acordo com os investigadores, foram reservadas suítes em um hotel de luxo entre os dias 11 e 15 daquele mês para Ciro Nogueira e convidados, entre eles o ex-ministro Fábio Faria. As hospedagens teriam custado cerca de US$ 47 mil, valor estimado em aproximadamente R$ 245 mil. Os documentos também citam despesas com eventos privados, incluindo degustação de uísque e charutos, com valores que teriam chegado a cerca de US$ 1 milhão.
Outro episódio apontado nos relatórios ocorreu em janeiro de 2025, quando Ciro Nogueira e uma acompanhante viajaram para uma estação de esqui nos Alpes Franceses. Segundo a investigação, Vorcaro teria custeado serviços como aluguel de equipamentos, instrutores, motoristas e despesas em restaurantes.
Mensagens obtidas pela Polícia Federal, ainda conforme as informações divulgadas pela CNN Brasil, indicariam que Vorcaro teria determinado a continuidade do pagamento de despesas mesmo depois da saída do casal do local. Os gastos relacionados à viagem teriam alcançado aproximadamente R$ 1,8 milhão.
Suspeita de contrapartida política
A investigação também teria identificado uma relação mais ampla entre os benefícios oferecidos por Vorcaro e sua busca por apoio político. Segundo a análise apresentada na reportagem, o ex-banqueiro teria disponibilizado jatos particulares e até apartamentos de luxo para políticos e pessoas próximas, sem cobrança financeira, enquanto esperava apoio em temas de interesse do Banco Master.
Um dos assuntos citados é a tentativa de alteração do limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), atualmente em R$ 250 mil por instituição financeira e por pessoa. Segundo os investigadores, haveria interesse em elevar esse teto para R$ 1 milhão.
A PF também teria encontrado mensagens indicando que um documento produzido pelo Banco Master foi entregue a Ciro Nogueira em um envelope pardo. Posteriormente, um documento com a mesma proposta teria sido apresentado como sugestão para ampliar o limite de cobertura do FGC.
As informações fazem parte das investigações da Polícia Federal e, conforme o material apresentado, são apontadas pelos investigadores como elementos que levantam suspeitas sobre a relação entre o senador e o ex-banqueiro. Ciro Nogueira nega qualquer irregularidade. Até o momento, as informações citadas não representam condenação ou comprovação definitiva de crime por parte do senador.
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informações cnn brasil via concta piaui