Por Bruno Tavares, Isabela Leite , TV Globo e g1 SP — São Paulo 17/09/2026 06h22 Atualizado 17/09/2026 Milton Leite é alvo de operação contra infiltração do PCC no sistema de transporte de SP
O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite , é alvo de uma operação deflagrada nesta quinta-feira (17) pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Civil. A investigação apura suspeitas de infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) em empresas de transporte coletivo da capital paulista. Poder360 +1
Mandados de prisão e busca
A ação, batizada de Operação Vectura Corrupta, investiga possíveis vínculos entre integrantes do crime organizado, empresários do setor de ônibus e agentes públicos.
Segundo as informações divulgadas nesta quinta-feira, a operação cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão. Os números divulgados pelas fontes consultadas apresentam divergência: o Poder360 informa 16 mandados de prisão e 18 de busca, enquanto o UOL noticia 13 prisões e 18 buscas. Termômetro da Política +2
Milton Leite está entre os alvos
Milton Leite, que atualmente está sem mandato, é investigado no contexto de suspeitas envolvendo empresas de ônibus e possíveis relações com integrantes do PCC. O caso inclui apurações anteriores sobre a empresa Transwolff, que já havia sido alvo de investigações relacionadas ao crime organizado. Folha de S.Paulo +1
De acordo com o UOL, também são alvos da operação Levi de Oliveira, ex-presidente da SPTrans, e Camilo Morgado, candidato a deputado federal. As investigações procuram esclarecer a atuação de pessoas ligadas ao setor de transportes e eventuais conexões com a facção criminosa.
Investigação envolve suspeitas de lavagem de dinheiro
As apurações também tratam de possíveis esquemas de lavagem de dinheiro por meio de empresas de transporte coletivo. O caso se relaciona a investigações anteriores sobre a atuação do PCC no setor de ônibus da cidade de São Paulo.
Defesa e presunção de inocência
Milton Leite nega envolvimento com as acusações. Conforme as informações disponíveis, a defesa dos envolvidos ainda não havia se manifestado oficialmente sobre todos os detalhes da operação.
A investigação está em andamento. A existência de mandado de prisão ou de investigação não significa condenação, e a responsabilidade criminal dos envolvidos deverá ser definida pela Justiça.
Fonte principal: G1 São Paulo. Informações complementares: Poder360, UOL e Metrópoles.