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TSE dá 24h para Meta provar igualdade entre campanhas de Lula e Flávio, sob pena de multa
Caso a empresa descumpra a determinação, terá que pagar uma multa diária que pode chegar a R$ 1 milhão
19/10/2026 15h06
Por: Márcio Rodrigues Fonte: Santana News
Caso a big tech descumpra o prazo, terá que pagar uma multa diária, que pode chegar a R$ 1 milhão Luiz Roberto/TSE

O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Marco Aurélio Bellizze deu um prazo de 24h para a Meta, big tech responsável por plataformas como Instagram e WhatsApp, provar que está cumprindo as decisões da Corte sobre neutralidade e transparência, sem favorecer as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL), por meio da sua inteligência artificial.

O tratamento igualitário entre os candidatos já havia sido determinado pelo TSE na última semana. Entretanto, ao responder ao tribunal, a Meta informou que precisaria ampliar o prazo para entregar os dados e fazer mudanças. Inicialmente, a empresa pediu que o período se estendesse de 72h para 5 dias.

Caso a empresa descumpra a determinação, terá que pagar uma multa diária que pode chegar a R$ 1 milhão.

A medida atende a um pedido feito pela coligação dos dois candidatos à Presidência, que alegam prejuízos nas redes sociais.

Durante esse prazo, a Meta terá que apresentar informações, como interrupção de medidas de restrições indevidas, comprovação documental de falhas técnicas e explicação em português dos dados exibidos.

Meta acusada de favorecer campanha de Flávio

Na quinta-feira (15), a empresa de tecnologia foi determinada a pagar multa de R$ 500 mil por dia se não aplicar os mesmos critérios às campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em suas plataformas.

A campanha do petista relatou que a conta de anúncios foi desativada em setembro e que a Meta AI, ferramenta de inteligência artificial disponível no WhatsApp, recusava pedidos de imagens de Lula, mas gerava peças favoráveis a Flávio.

Meta diz que filtros são para todos

Em nota divulgada no sábado, a Meta classificou como falsas as acusações sobre restrição de alcance e afirmou cumprir as normas eleitorais.

Procurada pelo R7 nesta quarta-feira (14), a Meta disse, em nota, que aplicou filtros a todos candidatos, programando o sistema para que não produzam imagens.

“Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles”, afirmou a empresa, contradizendo as imagens compartilhadas pelos usuários.

“Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, afirma, em contrariedade aos exemplos que pontuam peças como “Flávio 22”.

fonte: r7