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Deputado Goura (PDT) alerta para ambulâncias paradas e risco no atendimento do SIATE em Curitiba
“Recebi várias denúncias de que o SIATE de Curitiba está completamente desfalcado, com as ambulâncias paradas, sem manutenção e outras que não cons...
29/10/2026 17h56
Por: Márcio Rodrigues Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná

“Recebi várias denúncias de que o SIATE de Curitiba está completamente desfalcado, com as ambulâncias paradas, sem manutenção e outras que não conseguem sair direito para atendimento”, destaca o deputado estadual Goura (PDT).

Segundo ele, a situação pode comprometer a capacidade operacional do serviço e gerar preocupação quanto à continuidade e à qualidade do atendimento prestado à população.

“Isso sem falar do agravante que é o problema dos hospitais, que, frequentemente, têm filas de ambulâncias por conta da retenção de macas nos atendimentos de emergências”, completa. O SIATE é o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência.

“Se Curitiba tiver um sinistro de grandes proporções, com múltiplas vítimas, será que vai conseguir atender a todos? Mesmo nos sinistros de trânsito, que são frequentes e numerosos, o atendimento já enfrenta problemas. Estamos falando de questões graves, porque o que está em jogo é salvar vidas”, alerta Goura.

Ofício à Casa Civil

O deputado solicitou à Casa Civil do Governo do Paraná informações e providências urgentes sobre a manutenção e a disponibilidade das ambulâncias do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (SIATE) em Curitiba.

No Ofício nº 245/2026, encaminhado em 28 de outubro ao chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega, Goura questiona denúncias de veículos fora de operação por falta de manutenção e possíveis prejuízos ao atendimento de emergências.

“Os relatos recebidos pelo gabinete contam que ambulâncias estariam paradas, reduzindo a frota disponível e comprometendo a capacidade de resposta do serviço. As denúncias também apontam possíveis atrasos no socorro às vítimas”, diz Goura.

O deputado solicita à Casa Civil informações sobre o número de ambulâncias do SIATE destinadas a Curitiba, quantas estão em operação e quantas estão paradas, além dos motivos e do tempo de indisponibilidade de cada veículo.

Também questiona a situação dos contratos de manutenção preventiva e corretiva, com identificação das empresas responsáveis, prazos de vigência e eventuais dificuldades contratuais, administrativas ou orçamentárias que estejam prejudicando os reparos.

Goura pede ainda informações sobre as providências para recuperar as ambulâncias, o cronograma dos reparos e a previsão de retorno de cada veículo ao atendimento, com identificação dos setores responsáveis pela execução e pelo acompanhamento das medidas.

Por fim, solicita esclarecimentos sobre as medidas adotadas para manter o serviço enquanto houver veículos indisponíveis, incluindo eventual remanejamento de ambulâncias, redução da frota operacional, alterações na cobertura e ações para evitar prejuízos ao tempo de resposta às ocorrências.

Goura também pede que as respostas sejam acompanhadas dos documentos administrativos pertinentes. Caso não exista previsão para a retomada da operação dos veículos, solicita a indicação das pendências, dos responsáveis por solucioná-las e dos respectivos prazos.

“É muito importante que o Governo do Paraná restabeleça a capacidade operacional da frota, assegure condições adequadas de trabalho às equipes e mantenha o atendimento à população”, reivindica Goura.

SIATE

Criado em Curitiba em 1990, o SIATE é um serviço público de atendimento pré-hospitalar especializado no socorro a vítimas de traumas, como acidentes de trânsito, quedas e agressões.

Operado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), o serviço envolve a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e a Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba (SMS). O atendimento é acionado pelo telefone 193 e inclui o resgate, a estabilização e o encaminhamento hospitalar das vítimas.