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Trump diz que não precisa do Brasil, que comprou US$ 40,5 bi dos EUA em 2024

Aqui Lula diz que não quer Briga com os EUA e com ninguém

Por: Redação Fonte: berlengas News
21/01/2025 às 13h55
Trump diz que não precisa do Brasil, que comprou US$ 40,5 bi dos EUA em 2024
Donald Trump

O Brasil importou US$ 40,583 bilhões em produtos e serviços dos Estados Unidos em 2024, tendo exportado US$ 40,330 bilhões – com resultado favorável de US$ 253 milhões para os EUA. Ainda assim, em seu discurso de posse, o novo presidente daquele país, Donald Trump, afirmou, categórico, que o Brasil e América Latina precisam “mais dos EUA do que os EUA precisam deles”.

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O superávit em favor dos Estados Unidos leva a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), TAitiana Prazeres, a prever que o país fique fora do foco da elevação de tarifas prometida pelo presidente Donald Trump.
Segundo TAitiana, o governo brasileiro pretende trabalhar para manter e aprofundar os vínculos econômicos com a maior economia do planeta.

Conforme as estatísticas do Mdic, em 2024, o Brasil teve pequeno déficit comercial de US$ 253 milhões com os Estados Unidos. O país exportou US$ 40,330 bilhões e importou US$ 40,583 bilhões no ano passado, o que torna os Estados Unidos o segundo maior parceiro comercial do Brasil, o segundo maior destino das mercadorias brasileiras e a terceira maior fonte de importações.


“O Brasil, na contabilidade do próprio governo americano, somando-se bens e serviços, responde pelo sexto superávit comercial dos Estados Unidos. A questão do superávit ou déficit comercial é algo que parece chamar a atenção do próximo governo dos Estados Unidos e, nesse quesito, o fato de que os americanos acumulam superávit com o Brasil deveria ser levado em conta”, disse a secretária na apresentação dos dados da balança comercial de 2024.


Segundo TAitiana Prazeres, as discussões do Diálogo Comercial Brasil–Estados Unidos, canal direto de diálogo entre o Mdic, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos (DOC) e a Administração de Comércio Internacional (ITA), contribuirão para fortalecer as relações comerciais e os vínculos econômicos entre os dois países. O encontro mais recente ocorreu em setembro do ano passado.

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Outro fator que deverá contribuir para o fortalecimento das relações econômicas são os fortes vínculos entre as empresas brasileiras e norte-americanas e as companhias empresas dos Estados Unidos com filiais no Brasil. “O fluxo intercompanhia significativo entre o Brasil e os Estados Unidos deve fazer com que a relação comercial não seja apenas poupada, mas privilegiada”, destacou a secretária.


Recordes
TAitiana ressaltou que, em 2024, o Brasil registrou recorde de exportações para cerca de 50 países, entre os quais Estados Unidos, Espanha, Canadá, Emirados Árabes Unidos e Indonésia. De acordo com a secretária, as vendas de automóveis, aeronaves, compressores e bombas de ar, carnes bovina e suína, minério de ferro, celulose e sucos de fruta subiram fortemente no ano passado.


As exportações para a China, no entanto, caíram 9,3% no ano passado, tanto por causa da queda no preço internacional das commodities (bens primários com cotação internacional) quanto por causa da desaceleração do país asiático, maior parceiro comercial do Brasil. Apenas em dezembro, o valor exportado para a China desabou 40,2% na comparação com o mesmo mês de 2023.
Importações
Quanto às importações, que subiram 9% no ano passado e fizeram o superávit da balança comercial cair para US$ 74,552 bilhões em 2024, a secretária afirmou que boa parte da alta se concentrou em bens de capital (máquinas e bens usados na produção). Em 2024, a compra desse tipo de bem atingiu o maior nível em dez anos, o que indica o uso das importações para investimentos produtivos no Brasil.


No ano passado, as importações de bens de capital aumentaram 20,6% em valores. O volume comprado cresceu 25,6%, com os preços médios caindo 4,7%. As importações de bens de consumo subiram 23,4%, com alta de 19,1% no volume e queda de 1,3% no preço médio. As compras de bens intermediários subiram 7%, com alta de 15,9% no volume e recuo de 9,3% nos preços.

Sem briga

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta segunda-feira (20/1) que não deseja conflitos com o recém-empossado presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Não queremos briga com ninguém. Nem com a Venezuela, nem com os americanos, nem com a China, nem com a Índia, nem com a Rússia. Queremos paz”, afirmou Lula, durante a primeira reunião ministerial do ano, realizada na Granja do Torto, em Brasília.

Fonte: Com informações Agência Brasil

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