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Oito Homens São Mortos em Chacina No Pará dentre Eles Um Maranhense

Uma chacina brutal ceifou a vida de oito garimpeiros na tarde do dia 3 de agosto de 2025, em uma área de garimpo ilegal na divisa entre o município de Laranjal do Jari, no Amapá, e Almeirim, no Pará.

11/08/2025 às 10h55 Atualizada em 11/08/2025 às 11h08
Por: Márcio Rodrigues Fonte: Berlengas News
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Foto / Reprodução - Vitimas de Chacina
Foto / Reprodução - Vitimas de Chacina

Uma chacina brutal ceifou a vida de oito garimpeiros na tarde do dia 3 de agosto de 2025, em uma área de garimpo ilegal na divisa entre o município de Laranjal do Jari, no Amapá, e Almeirim, no Pará. O grupo, composto por nove homens, saiu no dia 1º de agosto do Amapá com destino ao Pará para negociar a compra de terras, mas foi confundido com assaltantes que atuavam na região. Apenas um dos integrantes sobreviveu e foi resgatado pela polícia amapaense.

Entre os mortos, dois são maranhenses: Antônio Paulo da Silva Santos, conhecido como “Toninho”, de 61 anos, natural de Cedro (MA), e José Nilson de Moura, “Zé Doido”, de 38 anos, natural de Lagoa da Pedra (MA). As demais vítimas, com idades entre 23 e 40 anos, são naturais dos estados do Amapá e Pará, e exercitavam atividades ligadas ao garimpo legal ou transporte naquele território. Um dos corpos foi encontrado no rio Jari após o ataque, e o resgate do cadáver foi realizado com o auxílio de mergulhadores do Corpo de Bombeiros.

Segundo a polícia, os garimpeiros foram mortos com sinais de violência e crueldade, incluindo tortura, e as duas caminhonetes usadas pelo grupo foram incendiadas na região. O crime gerou mobilização das forças de segurança do Amapá e Pará, que atuam conjuntamente na investigação e na busca pelos suspeitos, que estão escondidos na mata da divisa entre os estados.

O sobrevivente da chacina tem prestado depoimento às autoridades, contribuindo para elucidar os fatos e ajudar na identificação dos responsáveis pelo ataque. Familiares das vítimas iniciaram buscas após a perda de comunicação do grupo no dia 4 de agosto, quando tinham informado via satélite que estavam retornando ao Amapá.

O governador do Amapá qualificou o crime como “covarde e inaceitável”, ressaltando a importância de esclarecer o caso e prestar justiça às famílias e comunidades atingidas. Até o momento, não houve prisões. A chacina evidencia a complexidade e o risco das disputas por territórios na região de garimpos na Amazônia, especialmente entre grupos legalmente estabelecidos e aqueles envolvidos em atividades ilícitas.

Informações Wilque Gomes

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