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Por que Silas Malafaia teme a investigação da Polícia Federal?

Desde que foi incluído no inquérito, pastor intensificou ataques ao STF e se apresenta como vítima de perseguição, mas evita demonstrar que nada tem a esconder.

18/08/2025 às 16h24
Por: Márcio Rodrigues Fonte: Berlengas News
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Silas Malafaia - Bruno Santos - 4.ago.25/Folhapress
Silas Malafaia - Bruno Santos - 4.ago.25/Folhapress

O pastor Silas Malafaia nunca fugiu do embate público, mas desde que foi incluído como investigado em inquérito da Polícia Federal, sua postura tem chamado ainda mais atenção. Longe de buscar demonstrar tranquilidade ou colaborar para esclarecer os fatos, o líder religioso tem multiplicado vídeos nas redes sociais direcionando ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Em cada aparição, reforça o discurso de que estaria sendo vítima de perseguição política e religiosa, atribuindo ao Judiciário uma suposta tentativa de silenciar sua voz. A estratégia, no entanto, desperta questionamentos. Se Malafaia realmente nada deve, por que não encara a investigação como oportunidade para provar sua inocência?

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Para analistas, o comportamento do pastor sugere uma inversão de narrativa: em vez de abrir espaço para o contraditório jurídico, ele escolhe a arena pública, onde sua base de apoiadores tende a interpretar qualquer acusação como ataque à fé e à liberdade de expressão.

Não é incomum que figuras públicas sob investigação adotem a tática de se vitimizar. No caso de Silas Malafaia, o movimento tem duas consequências claras. A primeira é manter sua relevância no debate nacional, já que os vídeos circulam rapidamente entre apoiadores e alimentam a percepção de que ele seria alvo de injustiça. A segunda, mais delicada, é a recusa em demonstrar disposição para colaborar de forma transparente com a Polícia Federal.

O discurso repetido de que “não confia no STF” funciona como escudo político, mas não responde à questão central: se não há nada a esconder, por que não apresentar provas, abrir registros e se colocar à disposição das autoridades? Essa lacuna reforça a leitura de que Malafaia busca transformar a investigação em palanque, evitando o terreno técnico do processo e mantendo a retórica da perseguição como combustível político.

Além disso, há outro elemento a ser considerado. Líderes religiosos como Malafaia entendem que a percepção é tão importante quanto a realidade. Ao insistir que é vítima de um sistema autoritário, ele mobiliza fiéis e simpatizantes para um embate simbólico contra as instituições. Nesse jogo, a dúvida se torna ferramenta de poder: enquanto o processo avança, sua narrativa cresce entre aqueles que já compartilham da desconfiança em relação ao Judiciário.

FONTE: Fuxico Gospel

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