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Lula quer discutir com Trump sanções dos EUA a ministros do STF

Declaração foi feita a jornalistas ao fim de sua visita à Indonésia. Em seguida, Lula seguirá para a Malásia, onde Trump também participará de compromissos oficiais.

24/10/2025 às 11h59
Por: Márcio Rodrigues Fonte: Berlengas News
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Presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na madrugada desta sexta-feira (24), que pretende discutir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as sanções aplicadas pelo governo norte-americano a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além das taxas impostas ao país. 

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“Eu tenho todo o interesse em ter essa reunião, toda a disposição de defender os interesses do Brasil, mostrar que houve equívoco nas taxações ao Brasil. E quero provar isso com números. E quero discutir a punição que foi dada a ministros da Suprema Corte do Brasil, [algo que] não tem nenhuma explicação, nenhum entendimento”, disse o presidente.

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A declaração foi feita a jornalistas ao fim de sua visita à Indonésia. Em seguida, Lula seguirá para a Malásia, onde Trump também participará de compromissos oficiais. Segundo o presidente, a reunião tem como objetivo defender os interesses do Brasil e questionar as punições impostas aos magistrados brasileiros. 

“Estou convencido de que a gente pode avançar muito e voltar a uma relação civilizatória com os Estados Unidos, coisa que já temos há 201 anos. Nosso interesse é contribuir para que as coisas terminem da melhor forma possível: que ganhe o Brasil e que ganhe os Estados Unidos. Mas, sobretudo, que ganhe o povo brasileiro e o povo americano”.disse o presidente brasileiro.

Sete ministros do STF foram alvo de sanções dos Estados Unidos pela atuação da Corte no julgamento da trama golpista ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro.

Taxas

Lula adiantou que o Brasil vai defender o argumento que tem sido a tônica da política externa do país desde o início desse processo, de que as taxas impostas ao país não têm motivação sustentável. 

“Tenho todo o interesse e disposição de mostrar que houve equívoco nas taxações. Quero provar com números. A tese pela qual se taxou o Brasil não tem sustentação. Os Estados Unidos têm superávit de 410 bilhões de dólares em 15 anos com o Brasil”, argumentou.

O líder brasileiro citou ainda que as taxas de 50% impostas de forma unilateral sobre as exportações brasileiras tiveram efeitos adversos para a população norte-americana.

“O presidente Trump sabe que o preço da carne lá está alto, que o cafezinho vai ficando caro, então penso que as pessoas vão descobrindo que nem todas as medidas que a gente toma repercutem do jeito que a gente queria”, ponderou.

Lula concluiu ressaltando ter esperança de que a reunião possa resultar também em uma mensagem positiva ao mundo. 

"Nós somos as duas maiores democracias do Ocidente. Temos que passar para a humanidade harmonia e não desavença. Temos que mostrar para a humanidade uma perspectiva objetiva na melhoria de vida dos povos que a gente representa”.

FONTE: Lupa1

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