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Osiel Gomes critica pastores que condenam política, mas lucram com o governo

Declarações do pastor reacendem debate sobre uso da influência religiosa para obtenção de vantagens políticas

20/11/2025 às 18h45
Por: Márcio Rodrigues Fonte: Santana News
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Pastor Osiel Gomes (Reprodução)
Pastor Osiel Gomes (Reprodução)

Um vídeo que ganhou força nas redes sociais mostra o pastor e escritor Osiel Gomes, da Assembleia de Deus em Titirical (MA), fazendo duras críticas a líderes evangélicos que condenam a participação política nos púlpitos, mas mantêm fortes vínculos com autoridades e estruturas de poder.

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Na gravação, o pastor afirma que alguns dirigentes “posam de defensores da pureza doutrinária”, dizendo não permitir políticos no púlpito, enquanto, segundo ele, “recebem recursos do governo” e mantêm parentes empregados em gabinetes. “O teu filho tem uma assessoria de deputado”, dispara Osiel, apontando contradições entre o discurso e a prática.

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O religioso também menciona pastores que firmariam alianças com governadores e parlamentares com o objetivo de garantir benefícios pessoais. Para ele, esse tipo de conduta configura um desvio grave dentro da obra. Em determinado momento, Osiel critica o que chama de “mercenarismo ministerial”, citando líderes que, segundo ele, só aceitam dirigir uma igreja mediante salários elevados: “Se a igreja não der 50 salários, ele não lidera”.
A fala repercutiu amplamente porque muitos internautas associaram o discurso ao cenário recente vivido na Assembleia de Deus em Alagoas, liderada pelo pastor José Orisvaldo Nunes de Lima.
 
 
Há poucas semanas, o filho do presidente da AD Alagoas, Gunnar Nunes Nicácio, rompeu com o prefeito de Maceió, JHC (PL), e migrou para o PP, partido do deputado federal Arthur Lira. O movimento causou tensão política e resultou na exoneração de cerca de 50 comissionados ligados à denominação — revelando que familiares de diversos pastores ocupavam cargos estratégicos na prefeitura.
 
De acordo com o jornalista Kléverson Levy, o acordo político envolvendo Lira e Gunnar teria movimentado valores entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões, embora o montante final ainda esteja sob apuração.
 
O filho do pastor presidente é pré-candidato a deputado federal e deve formar uma chapa com o deputado estadual Mesaque Padilha, filho do vice-presidente da AD Alagoas, Wilton Padilha.
 
Mesmo sem citar nomes e sem mencionar diretamente a AD Alagoas, muitos internautas enxergaram nas palavras de Osiel Gomes uma leitura fiel da realidade vivida em diversas denominações: discursos contra a política no altar, mas alianças profundas nos bastidores.
 
FONTE: Fuxico Gospel
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