
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) trocou, nesta segunda-feira (11), sua equipe de defesa e contratou o advogado Conrado Gontijo para representá-lo na investigação por suspeita de receber propina para apresentar uma PEC que favoreceria o Banco Master no Congresso.
O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, anunciou, na manhã desta segunda, que ele e sua equipe estavam deixando o caso, quatro dias após Ciro Nogueira ser alvo de buscas da Polícia Federal em Brasília, sem dar explicação do motivo.
O senador, que foi ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, apresentou uma proposta de Emenda à Constituição que, segundo a PF, foi redigida por assessores do banqueiro Daniel Vorcaro. O texto previa ampliar o valor de investimentos cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), de R4 250 mil para R$ 1 milhão. A proposta não chegou a ser aprovada.
R$ 18 milhões em mesadas
Segundo as investigações, com base em mensagens encontradas no celular do próprio Vorcaro, o senador receberia uma mesada de R$ 500 mil de Vorcaro além de outras vantagens que teriam somado cerca de R$ 18 milhões para atuar em favor do banco.
O senador e sua defesa sempre negaram o envolvimento dele em irregularidades
O caso está sob relatoria do ministro André Mendonça, do STF. A investigação envolvendo Ciro Nogueira foi a primeira operação da PF a atingir diretamente um parlamentar com foro privilegiado no âmbito das investigações sobre o Banco Master.
O Master foi liquidado no ano passado pelo Banco Central no mesmo dia da primeira fase da "Operação Compliance Zero", que apurava negócios fraudulentos entre o banco de Vorcaro e o BRB, o banco estatal de Brasília.
FONTE: Valor Econômico
