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Piauí reduz desmatamento em 66,5% no Cerrado e vira referência para o Brasil em monitoramento ambiental

O Piauí alcançou um dos resultados mais expressivos do Brasil no combate ao desmatamento do Cerrado em 2026. Dados do Instituto Nacional de Pesquis...

14/05/2026 às 12h22
Por: Márcio Rodrigues Fonte: Secom Piauí
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Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí

O Piauí alcançou um dos resultados mais expressivos do Brasil no combate ao desmatamento do Cerrado em 2026. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam que o estado reduziu em 66,5% a área devastada no primeiro quadrimestre do ano, saindo de 508,68 km² para 170,17 km². Na prática, mais de 33,8 mil hectares deixaram de ser destruídos no bioma. Foi a maior redução entre os 11 estados e do Distrito Federal, que compõem o bioma.

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O desempenho piauiense ajudou diretamente na redução nacional de 4,14% do desmatamento no Cerrado brasileiro, no mesmo período analisado, e consolida o estado como um dos principais exemplos de uso da tecnologia e inteligência ambiental no enfrentamento aos crimes ambientais. O resultado é fruto de uma estratégia contínua desenvolvida pela Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), com apoio do Centro de Geotecnologia Fundiária e Ambiental (CGEO).

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O trabalho combina monitoramento em tempo real, cruzamento de dados de plataformas de alerta e respostas rápidas nas áreas críticas. Segundo o secretário estadual do Meio Ambiente, Feliphe Araújo, o avanço demonstra que fiscalização eficiente depende de inteligência e agilidade. “Estamos fortalecendo uma política ambiental baseada em tecnologia, monitoramento constante e resposta rápida. O Piauí mostra hoje que é possível conciliar desenvolvimento e preservação ambiental quando existe planejamento e ação integrada. Esse resultado é fruto do empenho das equipes técnicas e do investimento em ferramentas que permitem atuar quase em tempo real”, destacou o gestor.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí
Imagem: Ascom Semarh

Dentro da estratégia, o CGEO passou a trabalhar com imagens atualizadas diariamente, o que ampliou significativamente a capacidade de resposta da fiscalização ambiental. De acordo com o técnico, Marco Aurélio, o ganho operacional mudou completamente a dinâmica do monitoramento. “A Semarh recebe denúncias de desmatamento e também verifica possíveis irregularidades durante a análise dos processos de licenciamento ambiental. A partir daí, cruzamos os dados geoespaciais, identificamos os focos e direcionamos as equipes para atuação mais rápida”, afirmou.

Segundo a Semarh, o modelo adotado pelo Piauí vem chamando atenção justamente por unir tecnologia, inteligência de dados e ação imediata. Especialistas avaliam que a experiência pode servir de referência para outras regiões do Cerrado, sobretudo diante da necessidade de reduzir os índices nacionais de devastação do bioma. Mais do que números, o resultado representa um avanço concreto na preservação ambiental, proteção da biodiversidade e fortalecimento das políticas públicas de fiscalização.

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