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Anestesiologia de precisão avança com novas técnicas

Treinamento prático realizado no Brasil permitiu a profissionais aprofundar técnicas de anestesia regional guiada por ultrassom

11/08/2026 às 11h07
Por: Márcio Rodrigues Fonte: Agência Dino
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B.Braun
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A anestesia vem ganhando um papel mais abrangente no cuidado perioperatório, acompanhando uma mudança na assistência cirúrgica que considera, além da segurança durante o procedimento, o controle da dor, a recuperação pós-operatória e os desfechos para o paciente. Diretrizes e estudos recentes sobre o manejo da dor perioperatória reforçam a adoção de estratégias multimodais e de técnicas de anestesia regional como parte desse cuidado.

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Esse movimento esteve no centro das discussões do III International Anesthesia Summit, promovido pela Aesculap Academy, braço científico educacional do Grupo B. Braun, com o apoio da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA). O encontro reuniu anestesiologistas com experiência em áreas como medicina da dor e anestesia regional para debater abordagens presentes na prática clínica, como anestesia regional guiada por ultrassom, analgesia multimodal, estratégias para redução do consumo de opioides e novas formas de treinamento médico.

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A busca por estratégias capazes de reduzir a exposição a opioides sem comprometer o controle da dor é um dos temas presentes nas discussões atuais sobre assistência perioperatória. Diretrizes clínicas apontam que a analgesia multimodal, que associa diferentes medicamentos e técnicas, pode contribuir para o controle da dor e para a redução da necessidade de opioides em determinados procedimentos e perfis de pacientes.

Nesse contexto, abordagens como a anestesia regional ganham relevância por possibilitarem estratégias analgésicas adaptadas ao tipo de cirurgia e às necessidades do paciente. Diretriz publicada em 2026 pela American Society of Anesthesiologists (ASA), por exemplo, recomenda técnicas específicas de analgesia regional para determinados procedimentos cirúrgicos com o objetivo de reduzir a dor e, em determinados casos, o consumo de opioides no período pós-operatório.

As discussões realizadas durante o encontro também abordaram um movimento de evolução da anestesiologia para uma assistência cada vez mais orientada por evidências, avaliação individualizada e acompanhamento dos resultados ao longo do período perioperatório.

O III International Anesthesia Summit foi estruturado em dois momentos complementares. O primeiro dia de programação aconteceu na Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA), com discussões científicas sobre avanços da especialidade e abordagens para o cuidado anestésico. O segundo dia foi realizado no Centro de Educação e Treinamento Edson Bueno (CETEB), parceiro da iniciativa, onde os participantes tiveram acesso a uma experiência prática com o Cadaver Lab, modalidade de treinamento que permite a prática de procedimentos em estruturas anatômicas reais.

Na anestesia regional, esse tipo de experiência pode auxiliar no desenvolvimento de habilidades relacionadas ao agulhamento guiado por ultrassom, à identificação de estruturas anatômicas e à execução de procedimentos em ambiente de treinamento. Estudos sobre educação em anestesia regional demonstram a utilização de modelos cadavéricos e de simulação como recursos para o treinamento de habilidades ultrassonográficas e técnicas de bloqueio regional.

As recomendações conjuntas da American Society of Regional Anesthesia and Pain Medicine (ASRA) e da European Society of Regional Anaesthesia and Pain Therapy (ESRA) também reconhecem a importância de programas estruturados de educação e treinamento para o desenvolvimento de competências em anestesia regional guiada por ultrassom.

"Treinar antes de chegar ao paciente muda a forma como o profissional incorpora novas técnicas. No Cadaver Lab, é possível repetir abordagens, entender variações anatômicas e ganhar confiança em um ambiente controlado. Esse tipo de capacitação contribui para o desenvolvimento técnico e para a preparação do profissional antes da aplicação clínica", afirma André Ardito, Diretor de Excelência Comercial da B. Braun.

A chamada anestesia de precisão está relacionada a uma mudança mais ampla na especialidade, baseada na combinação entre conhecimento científico, treinamento técnico e definição de estratégias adequadas às características clínicas e cirúrgicas de cada paciente. Nesse cenário, iniciativas de educação médica e atualização científica contribuem para a discussão e disseminação de práticas voltadas ao aprimoramento da assistência perioperatória.

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