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Eyou detalha riscos de comunicação em canal único

Quedas recorrentes de grandes plataformas de mensagens expõem operações que concentram o contato com o cliente em uma só via. Teles, CEO da Eyou, a...

18/08/2026 às 15h38
Por: Márcio Rodrigues Fonte: Agência Dino
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Imagem do Magnific/nensuria
Imagem do Magnific/nensuria

A dependência de um único canal para falar com o cliente voltou ao centro das preocupações corporativas depois de uma sequência de instabilidades em grandes plataformas de mensagens. Entre o fim de 2025 e 2026, quedas globais nos serviços da Meta deixaram o WhatsApp fora do ar por períodos que afetaram atividades profissionais e corporativas, segundo a Gazeta do Povo. Quando o canal principal para de funcionar, vendas travam, atendimentos ficam suspensos e mensagens essenciais deixam de chegar ao destinatário.

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O prejuízo se concentra nas mensagens transacionais, aquelas cuja entrega não admite atraso, como códigos de autenticação, segunda via de boletos e avisos de recuperação de compra. No comércio eletrônico brasileiro, a taxa de abandono de carrinho supera 80%, de acordo com dados do E-commerce Radar reunidos pelo E-Commerce Brasil, o que tende a aumentar o peso de cada lembrete que não alcança o consumidor no momento certo.

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Nesse ambiente, cada mensagem que não sai no tempo previsto representa uma venda que não se concretiza, uma cobrança que não circula ou um atendimento que não avança. A margem para erro é estreita: 29% dos consumidores deixaram de comprar de uma marca após uma experiência ruim, conforme a Pesquisa sobre Experiência do Cliente da PwC de 2025.

Para Teles Alexandre, CEO da Eyou, concentrar toda a comunicação em uma só via significa transferir a continuidade do negócio para uma variável fora do controle da empresa. O executivo observa que qualquer plataforma, por mais popular que seja, está sujeita a instabilidades, mudanças de regras e indisponibilidades, e que tais situações se repetem com frequência.

"Em uma operação séria, a comunicação precisa ser tratada com a mesma lógica de redundância que a empresa já aplica à energia elétrica ou à internet: se uma via falha, outra assume imediatamente", acrescenta.

Quando a mensagem crítica não chega

O efeito de uma falha aparece de imediato no faturamento e na confiança. Um código de autenticação que não chega impede o cliente de acessar a conta ou finalizar a compra e ainda levanta dúvidas sobre a segurança da empresa, na avaliação do executivo. No caso dos boletos, uma cobrança que não é entregue pode gerar inadimplência indevida, atraso no recebimento e custos adicionais com novas tentativas. Já na recuperação de compra, o intervalo entre o abandono e o envio do lembrete é curto, e qualquer demora reduz a intenção de retorno do consumidor.

Roteamento inteligente e redundância

A saída apontada por Teles em comunicação corporativa passa por deixar de tratar os canais como estruturas isoladas e integrá-los em um único sistema. "Nessa arquitetura, dois recursos sustentam a continuidade: o roteamento inteligente, que define o canal mais adequado para cada mensagem conforme urgência, tipo de conteúdo e preferência do usuário, e o redirecionamento automático, que reencaminha o conteúdo para a via mais estável quando o canal principal apresenta instabilidade", detalha.

O mecanismo opera como uma rede de segurança: o sistema identifica a indisponibilidade e escolhe, em tempo real, o próximo caminho mais confiável, muitas vezes sem que o cliente perceba a interrupção nos bastidores. Assim, um código que não pôde ser entregue por um aplicativo de mensagens segue por SMS, sem intervenção manual.

Para as áreas de tecnologia, experiência do cliente e marketing, o assunto migrou do campo operacional para a pauta estratégica. "A equipe de tecnologia passou a enxergar a comunicação como infraestrutura crítica, sujeita a acordos de nível de serviço, o mesmo rigor dedicado a sistemas que não podem ficar indisponíveis", assinala ele.

"A área de experiência associa cada falha de entrega a um cliente frustrado e a um novo chamado de atendimento. Já o marketing vê o retorno das campanhas comprometido quando as mensagens deixam de circular por causa de uma instabilidade no canal", complementa.

O movimento aponta para uma comunicação orquestrada como padrão mínimo entre empresas que tratam o contato com o cliente como operação crítica, com decisões de entrega assumidas por tecnologia em tempo real e a confiança do consumidor no centro da estratégia.

Na Eyou, a proposta integra SMS, WhatsApp, e-mail, voz e chat em uma estrutura única, de modo que a operação não dependa de um canal isolado. Segundo Teles, organizações que adotarem redundância e continuidade de fato construirão uma relação difícil de ser acompanhada por quem segue preso a uma só via. "O futuro pertence a quem garante a entrega, e não a quem apenas torce para que ela aconteça", conclui Teles Alexandre.

Para saber mais, basta acessar: https://www.eyou.com.br

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