Terça, 15 de Setembro de 2026
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Siga a sessão do STF que analisa acusações contra Moraes

Sessão foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, após sequência de decisões conflitantes dentro da Corte

Por: Redação Fonte: Santana News
15/09/2026 às 11h34
Siga a sessão do STF que analisa acusações contra Moraes
Foto / Reprodução

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (15), a partir das 10h, uma sessão extraordinária para decidir o futuro da apuração que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

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No centro da discussão está um relatório da Polícia Federal elaborado a partir de dados extraídos do celular de Vorcaro. O material reúne mensagens enviadas a um número atribuído a Moraes e informações sobre a relação do Banco Master com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Antes de decidir se há elementos para aprofundar a investigação, o Plenário deverá analisar a validade da própria apuração. A Procuradoria-Geral da República (PGR) questiona a forma como as diligências foram determinadas pelo então relator do caso Master, André Mendonça. Moraes contesta a condução do procedimento e nega ter atuado para beneficiar Vorcaro.

A sessão foi convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, após uma sequência de decisões conflitantes dentro da Corte. Fachin assumiu a relatoria da Petição 16.662 e será o primeiro a votar. O procedimento relacionado às acusações contra André Mendonça será analisado separadamente, em sessão prevista para 23 de setembro.

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Acompanhe o julgamento

Dias Toffoli 

Na sequência, o ministro Dias Toffoli relembrou que já havia deixado a relatoria das investigações sobre o caso Master no STF e declarou-se impedido de participar do julgamento por “motivo de foro íntimo”.

Kassio Nunes Marques se declara impedido

Na sequência, o ministro Kassio Nunes Marques pediu a palavra e declarou-se impedido de participar do julgamento. Antes, fez questão de afirmar que nunca manteve contato por mensagens com Daniel Vorcaro. “É bom que registre que, em relação ao caso, eu nunca troquei nenhuma mensagem com Daniel Vorcaro, já esclarecendo alguns fatos”, afirmou Nunes Marques.

Fachin

Ao concluir sua manifestação, Fachin ressaltou que o julgamento não antecipa qualquer avaliação sobre as provas reunidas até o momento. “Não é nesse momento qualquer juízo ou antecipação do valor probatório, mesmo porque qualquer juízo dessa natureza se reserva ao Ministério Público”, afirmou.

Segundo o presidente do STF, a análise do plenário está restrita à possibilidade de iniciar formalmente a apuração. “O objeto desse julgamento é precisamente a autorização de abertura de investigação contra ministro”, concluiu Fachin.

Investigação sobre ministros do Supremo

Fachin afirmou que cabe ao plenário do Supremo conduzir investigações que envolvam integrantes da própria Corte. “Ocorre que compete ao plenário do Supremo Tribunal Federal investigar seus integrantes”, declarou.

Relator

Edson Fachin, que assumiu a relatoria da Petição 16.662, começa a leitura do relatório. O ministro inicia com um resumo das investigações envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e apresenta o histórico do andamento das apurações na Polícia Federal e no STF.

Sessão plenária extraordinária do STF. Foto: Rosinei Coutinho/STF
Sessão plenária extraordinária do STF. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

Fachin critica ‘confronto pessoal’

Fachin afirmou que a “divergência é legítima, o confronto pessoal não”. Também segundo o presidente do STF, o momento exige “sensatez, decoro e serenidade”.

Abertura 

Na abertura da sessão, o presidente do STF, Edson Fachin, relembrou a trajetória dos atuais integrantes da Corte e citou os ministros que os antecederam nas respectivas cadeiras. Após mencionar nominalmente os outros nove integrantes do Supremo, destacou o percurso de cada um. “Vejo, antes de tudo, a trajetória de cada um dos colegas aqui presentes”, afirmou. “É assim que vejo cada um de nós.”

Fachin também defendeu a atuação institucional do Supremo e afirmou que, em determinados momentos, a Corte “pagou um preço por permanecer fiel à sua missão constitucional”, citando como exemplo os julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023. “Não podemos entregar às gerações futuras um STF menor do que recebemos. Isso não significa ausência de divergências”, declarou.

“Há respeito institucional quando há discordância, há consideração pelo colega mesmo quando não há convergência, há limites que não decorrem da amizade ou da afinidade pessoal, mas da própria função que exercemos”, disse. Segundo ele, diante desse cenário, “a presidência, por isso, não pode e não pôde escolher o caminho mais fácil”.

Fachin

O ministro Edson Fachin faz um discurso de abertura da sessão. “Não se julgam pessoas, julgam-se fatos e questões jurídicas. Não se antecipa um mérito antes de resolvida a validade processual. A divergência é legítima, o confronto pessoal, não. E a decisão pertence ao Plenário, mas não a um ministro individualmente”, afirmou o presidente do STF.

Ministros

Todos os ministros do STF estão presentes no plenário para acompanhar a sessão. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também participa do julgamento.

Início

Com 35 minutos de atraso, o ministro Edson Fachin, presidente do STF, abre, às 10h35, a sessão do STF para decidir o futuro da apuração que envolve o ministro Alexandre de Moraes.

fonte: icl noticias

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