
Em alusão à Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, celebrada em todo o Brasil no período de 21 a 25 de setembro, o Centro Municipal Integrado de Educação Especial (CMIEE) promove, durante todos esses dias, diversas atividades interativas e de lazer, visando à interação entre as crianças e as famílias atendidas na unidade, além de dar visibilidade à temática.

Nesta última segunda-feira, 21, por meio do projeto “Talentos em Ação”, servidores da unidade promoveram a chamada Feira de Empreendedorismo Atípico, onde expuseram e colocaram à venda trabalhos artesanais produzidos pelos próprios alunos da unidade, com auxílio dos professores. São chaveiros, quadros, canetas, lápis, plaquinhas, ímãs de geladeira e diversos outros itens.

Para animar o evento, a cantora Sarah Almeida, acompanhada do tecladista Gil Sabóia, ambos do Instituto Boa Vista de Música (IBVM), apresentaram um repertório totalmente brasileiro e animado. Além da feirinha, nas salas de aula foram oferecidas atividades como oficina de massinha e pintura de desenhos. Mães e pais dos alunos também tiveram a oportunidade de assistir a uma palestra sobre empreendedorismo, ministrada por profissionais da Agência Municipal de Empreendedorismo (AME).

Atividades que fortalecem a inclusão

A diretora do CMIEE, Caroline Fontelis, falou das atividades desta semana e destacou a importância da iniciativa tanto para as crianças quanto para as famílias. “Além da feira, eles farão alguns passeios. Irão ao zoológico, a um centro de equoterapia, participarão de gincana, de uma oficina de biscoito, dentre outras atividades que contribuem para a socialização e inclusão dessas pessoas na sociedade. São experiências que de fato fazem a diferença para eles e para as famílias também. A gente sempre tenta propor algo que eles nunca fizeram”, destacou.
O secretário municipal de Educação e Cultura, Edimir Álvares, também reforçou a relevância das atividades e destacou o trabalho de cuidado e assistência desenvolvido diariamente pela Prefeitura de Boa Vista nos centros especializados e nas escolas da rede.

“Os nossos centros especializados reforçam um trabalho que já é desenvolvido nas escolas da rede, por meio dos chamados Atendimentos Educacionais Especializados, que ocorrem nas Salas de Recurso Multifuncional de unidades tanto da área urbana quanto rural e indígena. São atividades que fortalecem o vínculo da criança com a sociedade, trazendo maior acolhimento e integração”, reforçou.
Familiares reconhecem importância do trabalho

Elionel Simião, servidor público, é pai do Alexandre, de 9 anos, aluno com autismo atendido na unidade. Para ele, essa assistência dada ao filho por meio das atividades desenvolvidas no CMIEE e na escola tem feito a diferença no desenvolvimento do filho. “O Alexandre evoluiu muito em comportamento e convivência com outras crianças. Ele de fato chega hoje aqui no centro e se sente em casa. Para mim, como pai, isso é muito importante”, contou.

Quem também destacou alguns avanços foi a servidora pública Jérica Ferreira, mãe do Frank, de 5 anos, aluno com autismo. “Sempre faço questão de participar e estar presente. Eu gosto dessas propostas porque tiram eles um pouco daquela ‘bolha’ e os incentivam a se interessarem por outras atividades. O Frank avançou muito em pouco mais de um ano e meio de atendimento. Ele quase não falava e, quando a gente chamava, não olhava. Hoje já monta frase e verbaliza praticamente tudo. Como mãe, receber também esse suporte é essencial”, disse.
A Prefeitura de Boa Vista atende atualmente 4.371 alunos com deficiência e/ou transtornos. Além do CMIEE, o município também conta com o Centro Especializado em Transtorno do Espectro Autista da Rede Municipal de Ensino (CETEA), que atende alunos de 2 a 12 anos. A unidade conta com uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, educadores físicos, pedagogos, arte-educadores e assistentes sociais.

