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Vozes e fantasmas

Há cerca de meio século quando buscávamos a medicina dizendo que estávamos ouvindo vozes e vendo fantasmas

28/09/2026 às 06h00
Por: Márcio Rodrigues Fonte: Santana News
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Nilton Moreira - Foto / Reprodução
Nilton Moreira - Foto / Reprodução

Há cerca de meio século quando buscávamos a medicina dizendo que estávamos ouvindo vozes e vendo fantasmas, alegando que isso nos perturbava seriamente, o clínico geral nos mandava a um psiquiatra, e este por sua vez, se tínhamos quadro de irritabilidade ou ingeríamos bebida alcoólica, nos baixava em hospício, já que assim era chamado os hospitais para os ditos “loucos”.

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Não era raro o tratamento com eletrochoque e medicação fortíssima, e o paciente devolvido à sua residência após período como verdadeiro “zumbi”, que mal reconhecia os parentes.

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Lamentavelmente era o recurso para os transtornos, já que muitos apresentavam quadros de violência em razão da ingestão de bebida com medicamentos.

Os tempos mudam e através de alguns seguimentos religiosos implantam-se fazendas de acolhimento com dignidade humana, e médicos já admitem que os casos que evolve o comportamental estão relacionados a fatores algo mais que o corpo material, tanto que muitos já fazem parte da AME-Brasil, Associação Médico - Espírita do Brasil.

Atingimos um nível que possibilita procurar-se na religião respostas para diversos transtornos que antes era tratado como patologias. Mas foi em 1860 através do Livro dos Médiuns, escrito por Kardec, que questões relativas a comportamento perturbado, transtorno, são devidamente explicados, possibilitando a ciência ver por outro prisma os sintomas, ministrando medicação e tratamento adequado.

O alcoolismo é também explicado do ponto de vista religioso, e o “beberrão” hoje é considerado um doente e não uma pessoa “sem vergonha na cara” como se dizia, e ainda dizem alguns ignorantes.

O alcoólatra que passa a se tratar em grupos para ficar sem ingerir bebidas, é considerado um doente em recuperação em todos os dias de sua vida futura.

Paralelamente a vontade de beber, existe um processo obsessivo que crenças explicam, por isso temos de ter cuidado ao dizer que bebemos “socialmente”, pois nunca sabemos quando já nos consideramos alcóolatras e vamos surtar ouvindo vozes ou vendo fantasmas.

Por: Milton  Moreiraa

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Sobre o blog/coluna
Sou Nilton Moreira, Inspetor de Polícia no Estado do Rio Grande do Sul, natural de Pelotas, formado na Academia de Polícia Civil, palestrante, divulgador e estudioso da Doutrina Kardecista.
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