Quinta, 15 de Outubro de 2026
22°C 43°C
Santana do Piauí, PI
Publicidade

Assembleia Entrevista fala sobre a riqueza cultural e espiritual das religiões de matriz africana

Programa destaca a luta pela preservação e pelo respeito aos credos tradicionais e às comunidades que os praticam.

15/10/2026 às 15h34
Por: Márcio Rodrigues Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná
Compartilhe:
 - Foto: Arte: Diretoria de Comunicação
- Foto: Arte: Diretoria de Comunicação

A nova edição do programa Assembleia Entrevista, da TV Assembleia do Paraná, que estreia nesta quinta-feira (15), debate a riqueza cultural, o sentimento de pertencimento e os desafios enfrentados pelas religiões de matriz africana presentes no Paraná. A jornalista Paola Manfroi recebe o babá Flávio Maciel, coordenador-geral do Fórum Paranaense das Religiões de Matriz Africana, e Aline Vojnarovitch, porta-voz da instituição. Os convidados falam sobre o papel fundamental dessas comunidades na luta por direitos, preservação e respeito.

Continua após a publicidade

“É importante falar que todo mundo vê a gente só pela religião, mas nós temos uma cultura tradicional e somos reconhecidos pelo Decreto 6040 do Governo Federal, que reconhece as comunidades tradicionais que existem no Brasil, entre elas quilombolas, povos indígenas, faxinalenses, ribeirinhos. E os povos de terreiros também são contemplados, por terem uma lógica própria de organização sistemática, a manutenção de tradições, de saberes e fazeres”, conta Maciel, destacando a importância do reconhecimento da cultura própria das comunidades tradicionais de terreiro.

Continua após a publicidade

“Aqui no estado do Paraná também temos um decreto estadual que nos reconhece como comunidade tradicional. E, como comunidade tradicional, a gente fala também sobre territorialidade, sobre os nossos territórios, que não são só os espaços religiosos, mas são espaços da nossa manutenção, da nossa vivência, da preservação da nossa cultura e daquilo que a gente faz para acolher toda a sociedade, as pessoas que nos procuram. O território é um espaço de acontecimento, não só litúrgico, mas também de vivências, de trocas, de aprendizados. É ali que a gente faz transformações e faz com que as pessoas consigam encontrar, muitas vezes, aquilo que estão à procura. É um momento de acolhimento muito forte que acontece nesses espaços”, complementa.

Preconceito religioso

A porta-voz do Fórum Paranaense das Religiões de Matriz Africana lembra que as comunidades tradicionais de terreiro convivem diariamente com o preconceito e a discriminação.

“A nossa tradição é uma tradição negra, de um povo que historicamente foi escravizado por quase 400 anos, oprimido, perseguido. Então, dizer que a gente sofre preconceito, intolerância, não é suficiente para resumir o que a gente sofre dentro das nossas comunidades, das nossas casas, enfim, o que o nosso povo sofre. Por isso é que a gente caracteriza como racismo religioso”, explica Aline, que cita exemplos de violência e perseguição contra as comunidades, algumas vítimas até mesmo de incêndios criminosos, além de repressão policial.

“Podemos citar a operação que aconteceu no terreiro Guerreiros do Vento, em 2025, quando começaram as perseguições religiosas, vindas de um vizinho, especificamente, que não aceita a existência do terreiro no local. Às vezes chegavam viaturas lá, devido a reclamações de perturbação do sossego, mesmo em momentos em que as pessoas estavam só conversando, em reuniões. Até que houve o caso em que a situação se agravou, com a desproporcionalidade da presença de 14 viaturas. Foi um momento em que havia mais agentes de segurança do que pessoas dentro do terreiro. Essa desproporção e também a forma como foi praticada a abordagem, interrompendo aquele encontro religioso, algo que não acontece com outras religiosidades, foram realmente um reflexo do racismo religioso, que soma o racismo institucional, que é esse desconhecimento, essa demonização das nossas culturas”, conclui.

Clique aqui para conferir a entrevista na íntegra.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Santana do Piauí, PI
42°
Tempo nublado

Mín. 22° Máx. 43°

40° Sensação
5.11km/h Vento
14% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
05h23 Nascer do sol
05h39 Pôr do sol
Sex 42° 24°
Sáb 41° 25°
Dom 41° 24°
Seg 40° 25°
Ter 38° 25°
Atualizado às 14h14
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,09 +0,83%
Euro
R$ 5,69 +1,18%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 444,800,57 +0,86%
Ibovespa
205,674,25 pts -0.4%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Anúncio
Publicidade