
As crianças do Centro Cultural Erukerê Nganga Lunga, do bairro Santa Maria, zona sul da capital sergipana, estiveram na noite desta terça-feira, 27, na Vila da Criança. Assim que receberam a notícia de que passariam um dia inteiro conhecendo os espaços de lazer, cultura e entretenimento preparados pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), a ansiedade deu lugar à alegria de viver experiências inéditas.
Vindas do loteamento Paraíso do Sul, as crianças e adolescentes participaram de uma programação que incluiu teatro, brinquedos, arena gamer e outros espaços interativos da Vila da Criança. Para muitas delas, foi a primeira oportunidade de vivenciar atividades culturais e recreativas deste porte.
A gestora do Centro, Mãe Lu, declarou que a instituição é uma organização sem fins lucrativos que desenvolve ações culturais, sociais e de matriz afro-brasileira voltadas para crianças e adolescentes da comunidade. “Todos os sábados eles participam de oficinas de capoeira, artesanato, maracatu, percussão e teatro. Também oferecemos alimentação e promovemos festivais culturais, contação de histórias, bazares solidários e outras atividades que fortalecem os vínculos comunitários e ampliam o acesso à cultura”, destacou, acrescentando que, além do Centro, algumas crianças do Maracatu Asé D'Ori se juntaram ao passeio.
Segundo a gestora, embora o espaço que ajuda a coordenar seja uma instituição religiosa, as atividades destinadas às crianças são exclusivamente culturais e educativas. O objetivo, declarou Mãe Lu, é oferecer oportunidades de desenvolvimento, convivência e pertencimento para crianças e adolescentes de aproximadamente 5 a 14 anos. “Eles já chegam muito animados para as atividades que realizamos na instituição e, quando souberam que viriam para cá, ficaram ainda mais empolgados. Aqui encontram um espaço preparado especialmente para elas, onde se sentem acolhidas e valorizadas. Isso contribui para o desenvolvimento e para a autoestima de cada uma delas”, afirmou.
A referência técnica da Coordenadoria de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência da Seasic, Rafaela Oliveira Farias, informou que a Secretaria organiza diariamente a recepção das instituições para garantir que todas as crianças possam aproveitar a programação com conforto e segurança. “Recebemos as instituições, organizamos o acesso às brincadeiras, ao teatro e aos demais espaços, sempre atentos às necessidades de cada criança. Também contamos com um espaço multissensorial e equipes preparadas para oferecer o suporte necessário durante toda a visita”, acrescentou.
Segundo Rafaela, o número de instituições recebidas por dia varia de acordo com o quantitativo de participantes, permitindo que todas sejam acolhidas adequadamente. “Nosso compromisso é proporcionar uma experiência inclusiva, segura e acolhedora para que cada criança viva um dia especial na Vila da Criança”, concluiu.
São Cristóvão
Além do Centro Cultural Erukerê Nganga Lunga, outras instituições sociais também participaram da programação da Vila da Criança desta terça-feira, a exemplo do Centro Social Novaes Santana, de São Cristóvão, entidade que presta atendimento gratuito à população em situação de vulnerabilidade social. A instituição oferece cursos profissionalizantes, assistência psicológica e jurídica, atendimento social, escolinha de futebol, ações de cidadania e projetos voltados para mulheres.
Representando a entidade, Jussara Pereira Santa de Novaes ressaltou a importância da oportunidade para as crianças assistidas. “Quando recebemos o convite e contamos para elas, a felicidade foi enorme. Trouxemos 25 crianças, além de algumas mães que acompanharam filhos com deficiência. Se pudéssemos, traríamos muito mais. É um momento que elas vão guardar com muito carinho”, afirmou. Ela destacou ainda que o passeio representa mais do que diversão. “São experiências que contribuem para o desenvolvimento das crianças e reforçam o trabalho social realizado diariamente pela instituição”, ressaltou.
Vila da Criança
A Vila da Criança 2026 é uma realização do Governo do Estado, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap) e da Secretaria de Estado da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic), com o apoio da Energisa, Netiz, Iguá Sergipe e Deso, além de patrocínio do Banese Card.























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