Operação contra tráfico interestadual de drogas e comércio ilegal de armas é realizada na Bahia e em São Paulo
A Operação Krampus Narco cumpre mandados em Salvador, Amélia Rodrigues e três municípios paulistas.Foto: Reprodução/MP - BAUma organização criminos...
29/10/2026 às 11h31
Por: Márcio RodriguesFonte: MP - BA
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A Operação Krampus Narco cumpre mandados em Salvador, Amélia Rodrigues e três municípios paulistas.
Foto: Reprodução/MP - BAUma organização criminosa de tráfico interestadual de drogas foi alvo nesta quinta-feira, 29, de uma operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), da Polícia Federal e da Força Correcional Especial Integrada (Force) da Corregedoria-Geral da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). A Operação Krampus Narco cumpre mandados em Salvador e Amélia Rodrigues, na Bahia, e nos municípios paulistas de São Paulo, Guarujá e Santo André, com o objetivo de desarticular a associação criminosa que é investigada por tráfico interestadual de cocaína e comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito.
Foto: Reprodução/MP - BAAo todo, estão sendo cumpridos oito mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão. As medidas foram autorizadas pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Salvador, que também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 10 milhões e a suspensão das atividades econômicas de 13 empresas vinculadas ao grupo. Em caso de condenação por associação para o tráfico, tráfico interestadual de drogas e comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito, as penas aplicadas podem ultrapassar, somadas, 40 anos de reclusão.
A operação é um desdobramento da Operação Krampus, deflagrada em 2025 contra uma organização criminosa especializada em crimes contra instituições financeiras. A partir da análise do material apreendido naquela ocasião, cujo compartilhamento foi autorizado judicialmente, as investigações identificaram que um dos alvos também coordenava o transporte de drogas e a comercialização ilegal de armas.
Foto: Reprodução/MP - BASegundo as apurações, o grupo possuía divisão de tarefas entre responsáveis pela liderança, coordenação das remessas de drogas provenientes de São Paulo, logística e transporte das cargas, venda dos produtos, cobrança de valores e gestão financeira. Para dificultar as investigações, os suspeitos utilizavam aplicativo de mensagens criptografado e linguagem codificada para se referir aos entorpecentes.
As investigações também apontaram indícios de lavagem de capitais, com movimentação de recursos por meio de contas bancárias de terceiros e empresas de fachada. A apuração prossegue para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar as investigações sobre a lavagem dos recursos obtidos com as atividades criminosas.
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*Com informações da Ascom da Polícia Federal
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