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Interpi inicia regularização fundiária de comunidades quilombolas em Paquetá

Cerca de 100 famílias serão beneficiadas nas comunidades quilombolas Custaneira e Mutamba.

26/01/2025 às 08h46
Por: Márcio Rodrigues Fonte: Secom Piauí
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Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Com o compromisso de promover a justiça social e resgatar histórias ancestrais, o Instituto de Terras do Piauí (Interpi) deu início à regularização fundiária nas comunidades quilombolas Custaneira e Mutamba, em Paquetá do Piauí. Esta ação colabora com a preservação cultural e o fortalecimento das raízes históricas das comunidades, garantindo segurança jurídica, sustentabilidade ambiental e acesso a oportunidades de desenvolvimento econômico.

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Foto: Reprodução/Secom Piauí
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O diretor-geral do Interpi, Rodrigo Cavalcante, destacou a relevância desse processo. “Estamos dando mais um passo para assegurar que as comunidades quilombolas piauienses possam ter acesso a direitos, cidadania e oportunidades. A regularização fundiária entrega muito mais que um documento - é a chave para abrir portas para o futuro, preservando o passado e valorizando o presente. Seguiremos como referência nacional nessa importante política pública”, afirmou.

Na comunidade Custaneira Tronco, formada por 45 famílias, o trabalho tem um significado ainda mais profundo. Pai Naldo, mestre do quilombo, conta que a origem da comunidade remonta ao período em que negros libertos encontraram na região um refúgio propício para a sobrevivência, em razão da abundância de água. Hoje, essa história ecoa nas rodas de leseira, no samba de cumbuca, de São Gonçalo, de São Benedito e no reisado, que são preservados com orgulho.

“A força da ancestralidade nos guia diariamente para educar e fortalecer os valores que consideramos o maior presente e tesouro deixados pelos nossos antepassados”, disse Pai Naldo. Ele também destacou o papel central do terreiro de religião de matriz africana, a Casa de Guerreiro Caboclo de Oxóssi, como base espiritual e cultural da comunidade. 

“O terreiro é o coração da nossa ancestralidade e é nele que mantemos viva a nossa conexão com quem veio antes de nós”, completou. A comunidade também organiza anualmente o Encontro de Terreiros do Piauí, atraindo povos de toda a região e outros estados do país.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Saullo Lopes, diretor de Povos e Comunidades Tradicionais do Interpi, ressaltou a importância da ação para a promoção da dignidade e do pertencimento. “As comunidades quilombolas carregam uma história de resistência e sabedoria. A regularização fundiária é uma ferramenta essencial para que essas comunidades possam buscar investimentos, participar de editais e assegurar que suas tradições e modos de vida sejam respeitados e valorizados”, afirmou.

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