
Vários municípios da macrorregião de Picos estão passando por situações semelhantes. Essas cidades possuem um prefeito de fato e outro de direito. Diversos ex-prefeitos e ex-prefeitas elegeram seus sucessores na eleição do ano passado e continuam dando as cartas na atual gestão. Eles estão se comportando como uma sombra para os gestores.
Obedientes
Na maioria dos municípios, a obediência dos prefeitos tem prevalecido. Eles só assinam qualquer documento após seus padrinhos políticos marcarem com "X" o local onde devem colocar suas assinaturas. Há um ex-prefeito de uma cidade santa que não se constrange em pressionar a prefeita e diz, em alto e bom som, que no município é ele quem cobra o escanteio, cabeceia e marca o gol.
Incomodados
Como todas as regras têm suas exceções, há prefeitos perdendo a paciência com seus patronos. Dizem que, na terra onde o galo canta cedo, o mandatário não está muito disposto a tolerar intransigências e não será nenhuma novidade se, em um curto espaço de tempo, ele vier a chutar o balde.
Aparências
Já em outro município, que foi criado com uma “Boa Esperança”, a nova prefeita tem se esforçado para demonstrar que possui capacidade de conduzir a máquina administrativa. No entanto, toda e qualquer ação de governo precisa do aval do seu padrinho.
Calculando a volta
A coluna ouviu pessoas profundamente conhecedoras da política desses municípios, por dentro e por fora, e todas comungam do mesmo pensamento. Segundo elas, a ideia dos ex-manda-chuvas é disputar o próximo pleito municipal e, em caso de vitória nas urnas, voltar a deter o poder supremo no território municipal.
FONTE: Grande Picos / Panorama Político:
