
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) se defendeu nesta terça-feira (3) das acusações relacionadas ao uso de um jatinho associado ao empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante a campanha eleitoral de 2022. Segundo o parlamentar, ele não sabia quem era o proprietário da aeronave e apenas aceitou a carona para cumprir compromissos políticos.
A informação sobre o uso da aeronave foi revelada pelo jornal O Globo, que apontou que o avião, um Embraer 505 Phenom 300, transportou Nikolas e outros integrantes da caravana “Juventude pelo Brasil” em outubro de 2022, no segundo turno da eleição presidencial. A comitiva percorreu pelo menos nove estados e o Distrito Federal.
O parlamentar confirmou que viajou na aeronave, mas disse que não tinha conhecimento de qualquer ligação com Vorcaro. Disse também que participou das agendas a convite da campanha, sem manter “vínculo pessoal, comercial ou institucional” com o empresário. Nikolas destacou ainda que, à época, não havia suspeitas públicas envolvendo o Banco Master.
Apesar da justificativa, o caso gerou reação entre opositores. Requerimentos foram apresentados para que o deputado seja ouvido por comissões parlamentares, além de pedidos de quebra de sigilos.
O vereador Pedro Rousseff (PT), de Belo Horizonte, protocolou uma representação na Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) pedindo investigação sobre a relação entre Nikolas e Vorcaro. Ele mencionou que o nome do deputado estaria entre os contatos do celular do empresário, investigado na CPMI do INSS.
Nikolas é acusado de suposto “caixa dois”, segundo o texto, sob a alegação de não ter declarado o uso do jatinho na prestação de contas de campanha. Em sua defesa, o deputado afirmou nunca ter se encontrado ou mantido qualquer negócio com Vorcaro. A defesa do empresário, por sua vez, disse que o avião “não pertence ao banqueiro”, embora ele figurasse como sócio da empresa dona da aeronave na época do uso.
FONTE.Portal O Dia
