

“O nosso objetivo é trazer para mais perto, nesse modelo de oficina, todas as ferramentas desenvolvidas pelo Terra Protegida, esse grande programa do Ministério Público que combate o desmatamento ilegal e promove a gestão territorial”, afirmou o coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (Ceama), promotor de Justiça Augusto César Carvalho de Matos. Segundo ele, a iniciativa busca tornar os instrumentos mais acessíveis às Promotorias de Justiça e criar um espaço de esclarecimento de dúvidas e de contato direto com as ferramentas.
O Terra Protegida utiliza inteligência artificial, geotecnologias e análise de dados para identificar, investigar e produzir elementos técnicos relacionados a ilícitos ambientais. Durante a oficina, foram apresentados a metodologia e as ferramentas do projeto, incluindo o Gerador de Documentos, o módulo de compensação ambiental Verde de Volta, a plataforma Valora 2.0, voltada à valoração de danos ambientais, e recursos para construção de informações geoespaciais. Os dados apresentados durante a oficina também revelam que, até dezembro de 2025, a Bahia registrou 38.312 alertas de desmatamento, correspondentes a mais de 1,08 milhão de hectares de área desmatada.


Participaram da oficina os promotor de Justiça Oto Almeida Oliveira, coordenador do Centro de Apoio Técnico do MPBA (Ceat), juntamente com sua equipe. Também estiveram presentes os coordenadores das Promotorias Regionais Ambientais da Bahia, além de representantes dos Ministérios Públicos do Maranhão, Alagoas, Pernambuco, Ceará, Piauí e Sergipe: Cláudio Rebelo Correia Alencar (MA), Paulo Henrique C. Prado (AL), Belize Câmara Correia (PE), Marcus Vinícius Amorim de Oliveira e Edilson Izaias de Jesus Júnior (CE), Áurea Emília Bezerra Madruga (PI) e Aldeleine Melhor Barbosa (SE). Além deles, mais de 100 membros e servidores acompanharam a oficina pela plataforma Teams.
*Fotos: Sérgio Figueredo
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