
A edição deste sábado (3) da Batalha do Beco será uma celebração à cultura negra e à diversidade hip-hop na Praça Rio Branco, Centro Histórico da cidade. O evento, organizado pelo Coletivo Batalha do Beco, conta com o apoio da Prefeitura de João Pessoa, por meio da sua Fundação Cultural (Funjope), e terá como atração o Baile Charme JP, a partir das 18h.
O diretor executivo da Funjope, Marcus Alves, afirma que a Prefeitura de João Pessoa acolhe a Batalha do Beco na Praça Rio Branco como parte da política municipal de cultura que trabalha dentro do conceito de valorizar a diversidade e a multiplicidade das expressões artísticas e culturais da cidade.
“A Praça Rio Branco é um território extremamente valorizado na cidade com o Sabadinho Bom, o rock independente, o samba, o choro, o forró e agora também incorporamos a Batalha do Beco. Todos os sábados nós temos a juventude urbana de João Pessoa garantindo as suas manifestações culturais, o que é muito importante e está dentro do nosso trabalho, junto com o prefeito Leo Bezerra, de manter vivo o Centro Histórico”, declarou.
Para o organizador do Coletivo Batalha do Beco, Erick Johnson – Asec MC, o Baile Charme JP chega à Batalha do Beco como mais uma forma de celebrar a cultura negra e a diversidade do hip-hop. “É um momento de encontro, dança, música e convivência, trazendo para o público uma experiência diferente dentro da programação da Batalha”, pontua.
Ele afirma que a ideia é ocupar o espaço público com cultura, fortalecer a cena local e proporcionar um ambiente gratuito onde diferentes gerações possam se encontrar, dançar e vivenciar o charme e a cultura urbana. “Para a Batalha do Beco, é muito importante poder ampliar a programação e mostrar que o hip-hop também é feito de encontros, ritmos e expressões diferentes. O Baile Charme JP vem justamente para somar e fortalecer essa construção”, acrescenta Asec MC.
História – A Batalha do Beco surgiu em 2013, no Beco da Cachaçaria Philipéia, no Centro Histórico de João Pessoa. Desde então, tornou-se um espaço de encontro e expressão para MCs, DJs, B-boys, B-girls, grafiteiros, poetas e outros artistas ligados à cultura hip-hop.
O movimento se consolidou, com o passar do tempo, como espaço de expressão artística, pertencimento e formação, envolvendo batalhas de rima, saraus poéticos, rodas de breaking, intervenções de grafite e outras manifestações. A iniciativa contribui para o protagonismo de jovens que encontram no movimento uma oportunidade de apresentar sua produção artística e ocupar espaços culturais.
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