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Prevenção e acolhimento são essenciais em situações de crise

O atendimento a uma pessoa em situação de tentativa de suicídio exige mais do que rapidez. Avaliar os riscos no local, compreender as condições clí...

30/09/2026 às 11h11
Por: Márcio Rodrigues Fonte: Prefeitura de Porto Velho - RO
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Profissionais do SAMU compartilharam experiências sobre tentativas de suicídio com acadêmicos e professores da Unir
Profissionais do SAMU compartilharam experiências sobre tentativas de suicídio com acadêmicos e professores da Unir

O atendimento a uma pessoa em situação de tentativa de suicídio exige mais do que rapidez. Avaliar os riscos no local, compreender as condições clínicas da vítima, estabelecer uma comunicação sem julgamentos e definir o encaminhamento adequado estão entre os cuidados adotados pelas equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) de Porto Velho.

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Essa experiência vivenciada diariamente pelos profissionais do serviço foi levada a professores e acadêmicos da Universidade Federal de Rondônia (Unir), no Centro da capital, durante a palestra “Entre a crise e a vida: a atuação do SAMU 192 nas tentativas de suicídio”, realizada dentro das ações alusivas ao Setembro Amarelo.

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A apresentação foi conduzida pelo enfermeiro emergencista Lânderson Gutierres, da Coordenação do Núcleo de Educação Permanente do SAMU. Durante a atividade, ele explicou como funciona o atendimento desde o primeiro contato com a Central de Regulação de Urgências até a chegada da equipe ao local, avaliação da vítima, estabilização e encaminhamento para continuidade da assistência.

A tentativa de suicídio foi apresentada aos participantes como uma emergência complexa, que pode envolver fatores clínicos, comportamentais, ambientais e relacionais. Situações de intoxicação, trauma e alteração do nível de consciência, por exemplo, exigem avaliação e intervenções específicas.

Outro aspecto abordado foi a segurança da cena. Antes de iniciar a assistência, a equipe precisa identificar possíveis riscos para a própria vítima e para os profissionais. Dependendo das circunstâncias, o atendimento pode exigir atuação integrada com Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e outros órgãos.

Além das técnicas de suporte básico e avançado de vida, a comunicação também ocupa papel importante durante a ocorrência.

A palestra também mostrou que o trabalho não termina com o atendimento realizado pela ambulância. Após a avaliação e estabilização, a vítima é encaminhada para o serviço de saúde adequado à gravidade apresentada e, posteriormente, pode seguir acompanhada pelos demais pontos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

A integração entre SAMU, unidades de saúde, serviços especializados e demais instituições envolvidas é parte importante dessa assistência, principalmente para garantir que o paciente continue recebendo acompanhamento depois da situação aguda.

Durante a apresentação, também foram compartilhados dados epidemiológicos utilizados pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). Entre os números apresentados estão 356 notificações de violência autoprovocada em Porto Velho em 2025.

Para a secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, compartilhar a experiência dos profissionais também contribui para ampliar a compreensão sobre o atendimento às situações de crise.“Levar esse conhecimento para o ambiente acadêmico permite discutir como funciona a assistência na prática, desde o primeiro chamado até a continuidade do cuidado. É também uma forma de fortalecer a prevenção e a preparação dos futuros profissionais”.

CAPACITAÇÃO E PREVENÇÃO

A atividade também chamou atenção para a necessidade de capacitação permanente das equipes que trabalham com urgência e emergência. A abordagem adequada pode contribuir tanto para a segurança durante a ocorrência quanto para um atendimento mais humanizado à pessoa em sofrimento.

Para o prefeito Léo Moraes, aproximar o serviço de urgência da universidade amplia o alcance das ações realizadas durante o Setembro Amarelo.“O SAMU está diariamente diante de situações que exigem preparo técnico e também sensibilidade. Compartilhar essa experiência com professores e acadêmicos ajuda a formar profissionais mais preparados e amplia uma discussão necessária sobre prevenção, acolhimento e cuidado com a vida”.

Texto:Jhon Silva

Fotos:Erisson Soares

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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