
O sargento Gilvan Freitas Rodrigues, acusado de agredir sua ex-esposa, a jornalista Yara Ataíde, em Timon, feriu o Código de Ética Militar. Foi isso o que concluiu a sindicância aberta pela Corporação para investigar a conduta de Gilvan. O processo foi instaurado no dia 19 de setembro após as denúncias de violência doméstica terem sido expostas pela jornalista nas redes sociais. A sindicância concluiu que há indícios no comportamento do sargento que podem levar à sua punição disciplinar, ou seja, há indícios de descumprimento da ética militar.
Em vídeos publicados por Yara, o sargento Gilvan aparece dando socos em sua ex-mulher e mesmo após ela tê-lo denunciado à polícia, ele seguiu lhe enviando ameaças via Whatsapp. Em um áudio para Yara, Gilvan chega a afirmar que “o feitiço pode virar contra o feiticeiro” e pede que ela vá em frente com o processo tendo ciência do que pode acontecer com o ela e os filhos do casal.
O processo aberto pelo Corpo de Bombeiros apurou se a conduta de Gilvan feria os princípios da Corporação e de seu ofício. A conclusão a que chegou O Conselho de Disciplina foi de que os indícios encontrados no processo podem culminar em punição disciplinar, ou seja, o sargento teriam sim descumprido pontos do Código de Ética e Disciplina dos Militares do Estado do Piauí. Segundo os Bombeiros, a conduta adotada por ele iria contra os princípios norteadores de seu ofício.
A partir de agora, o Corpo de Bombeiros vai analisar em um outro processo se o sargento Gilvan será ou não expulso dos quadros da Corporação. Ele já se encontra afastado de suas funções e teve sua arma apreendida desde o dia em que as denúncias vieram à tona. Pelo Código de Ética dos Militares do Piauí, as sanções passíveis de serem aplicadas ao sargento são: advertência, repreensão, suspensão, reforma disciplinar compulsória, demissão, licenciamento e a exclusão a bem da disciplina.
Confira abaixo a nota do Corpo de Bombeiros na íntegra sobre a conclusão da sindicância contra Gilvan:
O Corpo de Bombeiros Militar do Piauí (CBMEPI) informa que a sindicância instaurada para apurar os fatos envolvendo o 1º Sargento Gilvan Freitas foi concluída no último dia 30 de outubro.
O Comando do CBMEPI fará a análise da sindicância que, com base nos indícios, poderá culminar em punição disciplinar, ou mesmo em Conselho de Disciplina, conforme previsto no Código de Ética e Disciplina dos Militares do Estado do Piauí (Lei Estadual 7.725/2022).
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FONTE: Portal o Dia
