
Benedito Cardoso, de 42 anos, foi perseguido e morto em Confresa após discussão com colega sobre Lula e Bolsonaro; Rafael Silva de Oliveira confessou o crime, disse não estar arrependido e acabou condenado a 14 anos de prisão
ma discussão política entre dois trabalhadores rurais terminou em um assassinato marcado por extrema violência em Confresa (MT). Benedito Cardoso dos Santos, 42, que apoiava Lula, foi morto pelo colega Rafael Silva de Oliveira, apoiador de Jair Bolsonaro, com cerca de 70 perfurações provocadas por golpes de faca e machado, segundo o laudo pericial. O acusado confessou o crime e acabou condenado pelo Tribunal do Júri a 14 anos de prisão.
Segundo familiares, Benedito trabalhava em uma propriedade rural e era conhecido como um homem alegre e tranquilo. Apesar de manifestar apoio a Lula, não tinha envolvimento partidário.
O crime ocorreu depois que Benedito e Rafael começaram uma discussão sobre política. Conforme a versão inicialmente apresentada por Rafael à polícia, a vítima teria começado as agressões. A investigação, porém, apontou que Rafael perseguiu Benedito e passou a atacá-lo com uma faca.
A violência continuou mesmo depois de Benedito cair no chão. Rafael buscou um machado e atingiu o colega no pescoço. A perícia contabilizou 70 perfurações de faca e machado espalhadas pelo corpo da vítima.
Depois do assassinato, Rafael escondeu as armas e deixou o local. Em seguida, tentou apresentar aos policiais uma versão falsa de que teria sido vítima de um roubo. A história não se sustentou durante a investigação.
Rafael acabou preso e confessou ter matado Benedito. Segundo as informações do caso, ele também chegou a filmar o corpo da vítima após o ataque.
O caso foi levado ao Tribunal do Júri, que condenou Rafael a 14 anos de prisão. Durante o julgamento, o réu manteve a confissão e afirmou que não se arrependia de ter cometido o assassinato.
Informação g5 News

